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A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema grave e historicamente enraizado. Desde a formação social do país, a estrutura patriarcal contribuiu para consolidar a ideia de superioridade masculina e de submissão feminina. Nesse contexto, torna-se notório que a cultura brasileira, ao longo do tempo, passou a objetificar as mulheres e a naturalizar práticas de violência, o que dificulta o combate efetivo a esse problema. Dessa forma, é fundamental analisar fatores que contribuem para a continuidade dessa realidade, como o machismo estrutural, que sustenta comportamentos discriminatórios, e a impunidade, que acaba fortalecendo os agressores.
Em primeiro plano, é imprescindível reconhecer que a formação cultural patriarcal brasileira contribui para a manutenção da violência de gênero. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, em sua obra "A Dominação Masculina", o poder simbólico masculino estrutura as relações sociais de modo a naturalizar a subordinação feminina. Nesse contexto, práticas discriminatórias acabam sendo reproduzidas no cotidiano, muitas vezes de forma silenciosa, o que dificulta a identificação e o enfrentamento dessas violências. Tal cenário pode ser observado nos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam milhares de registros anuais de agressões contra mulheres no país. Assim, torna-se evidente que o patriarcado socialmente enraizado atua como vetor da persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a impunidade institucional reforça e legitima práticas de violência contra a mulher. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, embora existam leis específicas, como a Lei 14.192/2021 — que define e pune a violência política de gênero —, sua aplicação ainda apresenta falhas, o que estimula a reincidência de agressores e o silenciamento das vítimas. Sob essa perspectiva, a filósofa Hannah Arendt afirma que “a ausência de punição corrompe a ação política”, ideia que pode ser associada à negligência do Estado diante de casos recorrentes. Essa omissão gera descrédito nas instituições e afasta mulheres da política. Assim, a fragilidade da punição legal configura um obstáculo central no combate à violência de gênero.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, torna-se fundamental enfrentar as raízes estruturais que sustentam a violência contra a mulher no Brasil. Para isso, o Ministério da Justiça, em parceria com escolas e plataformas digitais, deve promover campanhas educativas nas redes sociais que combatam o machismo estrutural e incentivem o respeito à igualdade de gênero, por meio da divulgação de conteúdos informativos e debates públicos. Ademais, é necessário fortalecer a aplicação das leis e ampliar os canais de denúncia, a fim de reduzir a impunidade e garantir maior proteção às mulheres. Dessa forma, será possível avançar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
40 |
Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Competência 3 |
40 |
Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
40 |
Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final |
520
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |