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No contexto atual da sociedade brasileira, a pressão estética tornou-se um fenômeno social que reflete a valorização exacerbada de padrões corporais. Esse cenário impacta diretamente a saúde pública e a economia, implicando avanços e obstáculos. Diante disso, é fundamental analisar de que modo as canetas emagrecedoras podem atuar de maneira positiva sem comprometer o bem-estar coletivo. Em primeiro lugar, tais canetas como o Ozempic e Mounjaro foram formuladas como mecanismos auxiliadores para a perda de peso e reguladores de glicemia, assim sendo indicadas para pacientes que sofrem de obesidade ou diabetes. Isso ocorre porque as canetas possuem substâncias como a semaglutida que age reduzindo a velocidade de digestão dos alimentos e diminui o apetite. Além disso, esses dispositivos possuem compostos que reduzem riscos cardiovasculares, o que contribui para prevenir possíveis infartos aos pacientes que os utilizam. Assim, essas medicações representam relevantes recursos terapêuticos no manejo da obesidade e do diabetes. Por outro lado, a exploração dos benefícios desses fármacos também apresenta desafios. Em razão da aparente facilidade na perda de peso, muitos brasileiros sem indicações médicas têm utilizado esses fármacos por fins estéticos, o que pode gerar riscos significativos à saúde. Somando-se a isso, outro problema encontrado na questão é a falsificação em massa das canetas emagrecedoras. Devido aos altos custos do Ozempic e Mounjaro, alguns comerciantes produziram medicações réplicas aos originais por valores menores e sem a necessidade de prescrição médica. Isso evidencia a necessidade de medidas de controle estatal para intervir na fiscalização da comercialização, garantindo a segurança sanitária e a proteção da saúde pública brasileira. Portanto, o uso de medicamentos injetáveis para controle de peso apresenta simultaneamente potencialidades e desafios. Nesse contexto, cabe à Anvisa e ao Ministério da Saúde promover o fortalecimento da fiscalização dessas canetas e promover campanhas educativas, a fim de coibir o uso indiscriminado e conscientizar os cidadãos sobre os riscos. Assim, será possível assegurar a utilização adequada dessas terapias, aliando avanços científicos à proteção da saúde coletiva. (Texto em monobloco)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
120 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
120 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
120 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
680
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |