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Na obra “A Velhice”, de 1970, a filósofa e escritora Simone de Beauvoir, teoriza que a velhice não é apenas um fato biológico, mas também social e cultural, já que a sociedade projeta na velhice a imagem de declínio, o que gera até mesmo uma certa invisibilidade social da pessoa idosa. O aumento da expectativa de vida, aliado à queda da taxa de natalidade, evidencia um cenário em que a proporção de idosos cresce rapidamente. Esse processo exige que a sociedade repense suas práticas, políticas e valores, buscando compreender de forma mais humana e estruturada as necessidades dessa parcela da população. (Muito bem. Contextualizou o tema)
Do ponto de vista social, o envelhecimento desafia estereótipos historicamente associados à velhice, como fragilidade ou inutilidade. A presença cada vez maior de idosos ativos, produtivos e participativos revela que o avançar da idade não implica perda de relevância. Ainda assim, muitos enfrentam preconceito, isolamento e falta de espaços que garantam convivência, autonomia e respeito. Promover uma cultura que valorize o idoso significa reconhecer sua trajetória, sua experiência e seu papel fundamental na construção da identidade coletiva brasileira.
Em termos econômicos e estruturais, o envelhecimento demanda políticas públicas eficientes e duradouras. O sistema de saúde, por exemplo, necessita de investimentos em prevenção, cuidados continuados e atendimento especializado, enquanto a previdência social enfrenta pressões crescentes diante do novo perfil etário. Além disso, garantir acessibilidade urbana, ampliar programas de inclusão digital e fomentar oportunidades de trabalho para quem deseja continuar ativo são medidas essenciais para um país que envelhece tão rapidamente.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, as perspectivas sobre o envelhecimento no Brasil apontam para a urgência de um olhar sensível, planejado e inclusivo. Enxergar o idoso como sujeito de direitos, e não como peso social, é o caminho para construir uma sociedade mais justa e preparada para o futuro. Valorizar a velhice é, em última análise, valorizar a própria vida e reconhecer que todos, inevitavelmente, farão parte dessa etapa. (Não apresentou a proposta propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
160 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
80 |
Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
760
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |