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Tema: As consequências das operações policiais para a população das favelas no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida por IA | Corrigida tradicionalmente Enviado em 08/11/2025
Nota tradicional: 960
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Em 1948, a Organização das Nações Unidas promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo conteúdo garante o direito à vida, à segurança e à dignidade. Todavia, as operações policiais realizadas nas favelas brasileiras frequentemente resultam em violações desses direitos, ao expor moradores inocentes à violência e ao medo. Assim, há de se combater o silenciamento social frente ao problema, bem como a omissão estatal em oferecer políticas de segurança que respeitem a cidadania.

Diante desse cenário, a indiferença da sociedade representa um grave problema. Nesse viés, o pensador indígena Ailton Krenak, em sua obra "Ideias para Adiar o Fim do Mundo", alerta para a apatia coletiva diante das injustiças sociais, defendendo que a humanidade precisa romper com a indiferença. Sob essa lógica, a discussão acerca da violência policial nas favelas não recebe a devida importância, pois a coletividade, absorvida em seus próprios interesses, ignora o sofrimento das comunidades periféricas. Assim, é incoerente que o Brasil, país que se fundamenta no princípio da igualdade, conviva com a naturalização da morte e da exclusão de moradores de favelas.

(Boa estratégia coesiva) Ademais, a omissão do Estado motiva indiretamente a persistência da problemática. Nesse aspecto, a filósofa Djamila Ribeiro afirma que não basta que os direitos existam no papel: é preciso que sejam garantidos na prática. Sob essa lógica, o Estado deve não apenas criar políticas públicas de segurança, mas também assegurar que elas sejam aplicadas de forma justa e proporcional. Essa falha é evidenciada pela ausência de estratégias de policiamento comunitário e pela falta de investimentos em educação e infraestrutura nas favelas. Desse modo, enquanto a inércia governamental for negligenciada, a população periférica estará fadada a conviver com a violência e a exclusão.

(Boa estratégia coesiva) É urgente, portanto, que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e as escolas — responsáveis pela transformação social — contribuam para desenvolver a empatia e a reflexão dos indivíduos em relação à realidade das favelas. Isso deve ser feito por meio de projetos sociais, como programas de policiamento comunitário e ações educativas, a exemplo de rodas de conversa sobre direitos humanos e mutirões de atendimento psicológico para moradores afetados pela violência. Essa iniciativa terá a finalidade de mobilizar o Estado a melhorar o quadro da segurança pública e de garantir que os direitos defendidos pela ONU, por Krenak e por Djamila Ribeiro sejam, em breve, realidade no Brasil. (Proposta completa)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos