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Na contemporaneidade, observa-se que o fenômeno das consequências das operações policiais para a população das favelas no Brasil tem se intensificado, revelando desafios significativos para a consolidação de uma sociedade mais justa e equilibrada. Embora o avanço tecnológico e as transformações socioculturais tenham promovido progressos notáveis, persistem entraves estruturais que dificultam a superação dessa problemática. À luz da teoria da “esfera pública”, de Jürgen Habermas, que destaca a importância do diálogo racional e da participação coletiva para o fortalecimento democrático, percebe-se que a carência de engajamento social compromete a proteção dos direitos das comunidades periféricas e a construção de uma coletividade ética e participativa. Dessa forma, pode-se afirmar que tal situação decorre, sobretudo, da omissão social diante das adversidades coletivas e da ineficiência estatal na criação de políticas públicas capazes de enfrentar os impactos das operações policiais. (Muito bem. Apresentou a tese)
Em primeiro plano, é pertinente observar que a omissão social constitui um dos principais fatores que perpetuam os efeitos das operações policiais nas favelas. Na sociedade contemporânea, marcada pelo imediatismo e pela busca incessante por produtividade, o indivíduo tende a se isolar e a negligenciar questões coletivas e comunitárias. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, em Sociedade do Cansaço, o excesso de estímulos e a pressão constante por desempenho levam à exaustão emocional e à perda da empatia — fatores que alimentam a apatia diante dos problemas comuns. Assim, a ausência de cooperação e de senso comunitário impede que a população e a sociedade como um todo enfrentem efetivamente os impactos sociais, econômicos e culturais das operações policiais, mantendo essa realidade como um problema persistente e multifacetado.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, é inegável que a ineficiência estatal intensifica o cenário de vulnerabilidade. O poder público, que deveria atuar como mediador e garantidor dos direitos, muitas vezes se mostra omisso diante das demandas sociais relacionadas à proteção das comunidades periféricas. Nesse sentido, o jurista Norberto Bobbio, em "A Era dos Direitos", discute a chamada “crise da efetividade”, na qual as garantias legais permanecem apenas no papel, sem se concretizarem no cotidiano. Logo, a ausência de políticas públicas eficazes e de fiscalização contínua contribui para o agravamento das desigualdades estruturais e para a perpetuação dos efeitos nocivos das operações policiais, fragilizando a coesão social e ampliando a vulnerabilidade das favelas.
(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, é imprescindível que a sociedade civil, em parceria com as instâncias governamentais, promova campanhas de conscientização que estimulem a responsabilidade coletiva e o engajamento cívico, sensibilizando para a importância da proteção e valorização das comunidades periféricas. Paralelamente, o governo federal deve formular e aplicar políticas públicas capazes de enfrentar as causas do problema, assegurando sua efetividade por meio de fiscalização e transparência, com foco na redução da violência, na promoção da segurança comunitária e na defesa dos direitos humanos. Somente assim será possível mitigar os impactos das operações policiais sobre a população das favelas e consolidar uma sociedade mais crítica, justa e solidária, em consonância com os princípios democráticos e humanitários da Constituição Federal de 1988. (Apresentou todos os elementos da proposta)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
960
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
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Correção por IA
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 2 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 3 |
160
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 4 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 5 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Nota final |
960
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Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |