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Na obra “O Princípio da Responsabilidade”, Hans Jonas adverte que as ações humanas devem ser ponderadas pelos efeitos que produzem, a fim de preservar a vida e a dignidade das futuras gerações. No Brasil, entretanto, esse preceito é desrespeitado, uma vez que a manutenção das operações policiais violentas nas favelas perpetua condutas que desumanizam populações periféricas e evidencia a fragilidade de uma postura ética orientada pela valorização da vida. Nesse sentido, tal conjuntura compromete a efetivação de direitos constitucionais e denuncia a negligência estatal em assegurar segurança pública pautada na dignidade e na equidade social. (Muito bem. Formulou a tese)
De início, o uso excessivo da força nas ações policiais fere a dignidade dos moradores das favelas, ao passo que restringe garantias fundamentais asseguradas pelo ordenamento jurídico nacional. À luz desse entendimento, a Constituição Federal de 1988 — conhecida como “Constituição Cidadã” — confere a todos os brasileiros o direito à segurança e à inviolabilidade da vida. Contudo, na prática, essa prerrogativa é sistematicamente negada em virtude da militarização das políticas de segurança e da ausência de controle efetivo sobre as operações em territórios periféricos. Por conseguinte, observa-se o aumento das mortes decorrentes de intervenções policiais, fenômeno que reflete a naturalização da violência estatal em contextos de vulnerabilidade social. Logo, a cronicidade desse cenário não apenas perpetua o medo e a desconfiança entre os cidadãos, mas também normaliza a exclusão de parte da população como se fosse um dano colateral inevitável do combate ao crime.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a inércia governamental acentua os impactos da seletividade penal, pois a ausência de políticas públicas efetivas (Cite um exemplo) mantém os moradores das favelas em condição de insegurança e abandono institucional. A esse respeito, o escritor Franz Kafka, em “O Processo”, retrata a alienação do indivíduo diante de uma burocracia desumanizadora, na qual o protagonista é subjugado por um sistema que o condena sem lhe conceder voz ou compreensão. De modo análogo, o poder público brasileiro reproduz essa lógica kafkiana, posto que, mesmo ciente da gravidade do problema, age com descaso e desorganização, em razão da desigualdade estrutural e da cultura de criminalização da pobreza. Assim, o Estado converte a omissão em política e a apatia em norma — prova de que a indiferença institucional, outrora metáfora literária, tornou-se realidade tangível e cotidiana.
(Boa estratégia coesiva) Depreende-se, portanto, a urgência de medidas estruturantes para mitigar as consequências das operações policiais nas favelas. Para tanto, o governo federal, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Segurança Pública, deve estabelecer diretrizes nacionais voltadas à reformulação das práticas policiais, mediante a criação de protocolos de uso proporcional da força e de mecanismos de controle externo das corporações, sobretudo em comunidades periféricas. Tais iniciativas terão a finalidade de estimular o respeito à vida e promover uma cultura de segurança cidadã, especialmente entre agentes estatais e gestores públicos. Somente assim será possível, em consonância com o princípio da responsabilidade de Hans Jonas, consolidar uma sociedade orientada pelo interesse coletivo e consciente das consequências éticas de suas ações. (Apresentou todos os elementos da proposta)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
960
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
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Correção por IA
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 2 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 3 |
160
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 4 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 5 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Nota final |
960
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Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |