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Tema: Consequências de um relacionamento abusivo na vida das mulheres
Há quase duas décadas, surgia, no Brasil, a lei Maria da Penha, com o intuito de proteger e defender a mulher contra violência familiar e doméstica. Essa lei recebeu o nome da farmacêutica Maria da Penha, mulher que foi vítima de violência física de seu marido, que a deixou tetraplégica. Apesar da criação da lei, ainda é significativo o número de casos de mulheres que sofrem com um relacionamento abusivo no Brasil. (Muito bem. Contextualizou o tema)
Em uma primeira análise, o artigo 5° da Constituição Federal de 1988 diz que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. No entanto, para a conquista desses direitos foi necessário um longo período da nossa história, pois, durante muito tempo, o homem impôs seu poder e sua força às mulheres, o que culminou em uma série de problemas que persistem até os dias atuais, como, por exemplo, a perpetuação das desigualdades econômicas, sociais e políticas. (Explore mais a discussão)
Além, segundo John Locke, filósofo iluminista do século XVIII, o Estado deve garantir que todos os cidadãos desfrutem de seus direitos naturais. Entretanto, a violência contra a mulher configura-se como uma violação do " contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à propriedade, que devem ser protegidos pelo governo. (Explore mais a discussão)
(Boa estratégia coesiva) Desta forma, pode-se concluir que a omissão do Estado e a falta de políticas públicas fazem com que os relacionamentos abusivos contra a mulher se perpetuem. Assim, para reduzir o número de casos de relacionamentos abusivos, o Estado deve criar mecanismos - prevendo medidas de proteção e apoio às vítimas- para a plena efetivação da lei Maria da Penha. (Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 880 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |