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Na obra "O Segundo Sexo", a filósofa Simone de Beauvoir afirma que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”, ao discutir os processos históricos e sociais que moldam a condição feminina. Contudo, ainda que os avanços sociais tenham ampliado os espaços de autonomia das mulheres, observa-se a persistência de relações abusivas que fragilizam a saúde física e psicológica dessas indivíduos. Nesse sentido, os relacionamentos abusivos impactam diretamente a autoestima, a liberdade e a integridade das mulheres, configurando um problema social que precisa ser enfrentado de maneira estruturada.Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que o abuso nas relações, muitas vezes, não é percebido de imediato. Isso ocorre porque, conforme explica a psicóloga brasileira Maria da Penha Maia Fernandes — símbolo da luta contra a violência doméstica —, o ciclo de agressões pode iniciar de forma sutil, com manipulações emocionais e controle excessivo, progredindo gradualmente para agressões verbais e físicas. Tal processo gera sentimentos de culpa e submissão, levando a vítima a acreditar que não possui capacidade para romper com o agressor. Assim, a perpetuação de relacionamentos abusivos compromete diretamente a saúde mental e mina a autonomia feminina.Ademais, as consequências ultrapassam a esfera individual, alcançando a dimensão social. Mulheres em situação de abuso tendem a enfrentar dificuldades de inserção no mercado de trabalho, devido ao isolamento e ao desgaste psicológico. Essa realidade reforça desigualdades históricas de gênero e mantém ciclos de dependência econômica e emocional. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2023, mais de 30% das mulheres brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de violência em relações íntimas, o que evidencia a urgência de políticas efetivas. Logo, é necessário que a sociedade, em conjunto com o Estado, promova mecanismos de enfrentamento e prevenção.Portanto, para mitigar as consequências dos relacionamentos abusivos na vida das mulheres, é indispensável a atuação do Ministério da Mulher em parceria com as Secretarias Estaduais de Educação. Esses órgãos devem implementar programas educacionais de conscientização sobre relacionamentos saudáveis, por meio de campanhas midiáticas e palestras nas escolas, a fim de informar jovens sobre sinais de abuso e formas de denúncia. Além disso, cabe ao Poder Judiciário, em conjunto com o Ministério da Justiça, fortalecer redes de acolhimento e proteção às vítimas, ampliando delegacias especializadas e fornecendo suporte psicológico gratuito. Desse modo, será possível romper o ciclo de violência e garantir que as mulheres possam viver de maneira plena, autônoma e livre de abusos. (Texto em monobloco)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
120 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
80 |
Nível 2 - Articula as partes do texto, de forma insuficiente, com muitas inadequações e apresenta repertório limitado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
160 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
720
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
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Correção por IA
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 2 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 3 |
160
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 4 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 5 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Nota final |
960
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |