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O livro "O iluminado", de Stephen King, discorre sobre a relação conturbada de Jack e Wendy, marcada pelas explosões de raiva dele, pelo vício em álcool e pelo medo constante que Wendy tem do que seu marido pode fazer nesse estado. Em paralelo à realidade brasileira, muitas mulheres se veem em situações semelhantes, esse tipo de união abusiva gera consequências físicas e psicológicas, que podem ser permanentes. O cenário agrava-se quando o Estado não oferece auxílio emocional a essas mulheres e a sociedade, por questões culturais, tende a normalizar discussões violentas entre casais.
Diante desse contexto, a parca ajuda governamental faz com que relacionamentos tóxicos se tornem algo banal. Em um relacionamento abusivo, o abusador usa de manipulação emocional para fazer sua parceira se sentir culpada, em outras palavras, após constantes ataques emocionais, é impingido na vítima um senso de responsabilidade por esses acontecimentos. Esse processo de manipulação leva ao isolamento afetivo, se afastando de amigos e familiares e a uma espécie de paralisia mental, na qual se torna difícil a mulher romper esse ciclo sozinha. Diante disso, se faz necessário a intervenção de uma força externa, como familiares e amigos ou, principalmente, o Estado, que, segundo Thomas Hobbes, deve garantir a segurança do povo por meio de políticas públicas que instaurem uma rede de apoio psicológica ou jurídica. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a tradição social é o estopim de possíveis fatalidades. O ditado social "Em briga de marido e mulher, não se mete a colher", (Sem vírgula) é responsável por propagar a hesitação popular em denunciar uma agressão ou intervir em uma discussão acalorada entre casal. Com efeito, a omissão social pode culminar em tragédias que poderiam ser evitadas. (A discussão precisa ser mais desenvolvida)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é dever do Governo Federal, detentor de recursos para a transformação social, criar sinais ou códigos secretos que denunciem agressões domésticas e psicológicas, que possam ser executados em locais específicos, como farmácias ou padarias. Esses sinais podem ser divulgados em aplicativos de saúde voltados ao público feminino, como os que monitoram o ciclo menstrual, ampliando o alcance entre mulheres em situação de risco. Além disso, o Estado deveria contratar profissionais da psicologia para ministrar palestras em espaços públicos, almejando expôr para a população em geral os principais sinais de uma manipulação emocional. Consequentemente, capacitando-se, assim, os cidadãos do discernimento de pessoas com atitudes manipulativas. Dessa forma, o público feminino estará munido de formas para identificar padrões de um parceiro tóxico. (Proposta incompleta)