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Em sua obra “Direita e Esquerda”, o Filósofo Norberto Bobbio infere que a pluralidade de ideias é fundamental para uma sociedade democrática fortalecida, contanto que não se torne antagonismo extremo. No entanto a ideologia do filósofo não se aplica ao contexto social brasileiro que enfrenta uma crescente polarização política, enfraquecendo a democracia do país. Diante desse cenário torna-se fundamental discutir sobre as causas dessa problemática.
Em primeiro plano, pode-se concluir que o setor midiático exerce forte influência no fortalecimento da fragmentação social. O documentário “O Dilema das Redes” revela como os algoritmos de plataformas digitais reforçam as crenças individuais ofertando conteúdo personalizado, incluindo desinformação. Esse fenômeno por consequência causa desvalorização do diálogo e fortalecimento de extremismo político, criando assim conflitos apáticos e desestruturação da democracia. Desse modo torna-se fundamental regulação das plataformas para que forneceram conteúdo mais transparente. (Essa discussão precisa ser mais explorada. Argumento pertinente)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a ausência de uma educação política efetiva contribui a formação de um ambiente social menos empático, já que muitos cidadãos desconhecem a finalidade das instituições democráticas e acabam se guiando pelos discursos radicais, tornando assim o adversário um inimigo. Nesse contexto, o filósofo Paulo Freire infere, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” Tal reflexão evidencia que para alcançar uma sociedade mais racional e democrática é essencial fornecer acesso ao conhecimento político, de modo a reduzir os impactos da ignorância sobre o sistema democrático brasileiro.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é evidente a necessidade de criação de medidas que promovam a tolerância entre indivíduos no cenário político. Desse modo, cabe ao Congresso Nacional a criação de leis que impeçam a proliferação de desinformação pelo setor midiático, exigindo maior transparência das plataformas em relação aos conteúdos ofertados. No mesmo contexto, é de responsabilidade do Ministério da Educação inserir o ensino sobre o uso responsável das redes sociais no ambiente escolar, a fim de prevenir a disseminação de discursos de ódio e notícias falsas. (Apresentou todos os elementos da proposta)