Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
Nos dias atuais, é evidente que a leitura precisa ser mais valorizada entre os jovens brasileiros, uma vez que as taxas de analfabetismo funcional e o desinteresse pela leitura vêm crescendo de forma alarmante. Esse cenário revela um problema estrutural, ligado tanto à negligência educacional quanto à desigualdade de acesso a livros e espaços de leitura. Segundo o doutor em Letras Jones Bittencourt, "precisamos buscar medidas para que os jovens criem o hábito de ler com frequência, gerando assim consequências positivas em relação ao desenvolvimento cognitivo de cada um deles". Dessa forma, refletir sobre os obstáculos que dificultam esse hábito é essencial para promover uma sociedade mais crítica, consciente e reflexiva.
Em primeiro lugar, a deficiência de políticas públicas voltadas para o incentivo à leitura nas escolas contribui diretamente para a falta de interesse entre os jovens. Segundo Paulo Freire, renomado educador brasileiro, "a leitura do mundo precede a leitura da palavra", destacando a importância da leitura como ferramenta fundamental para a compreensão da realidade social e para o desenvolvimento do pensamento crítico. No entanto, muitas instituições de ensino no Brasil não possuem bibliotecas adequadas, professores capacitados para formar leitores críticos ou projetos que estimulem a prática da leitura. Essa ausência de estímulo compromete o desenvolvimento intelectual dos estudantes e os afasta de uma formação cidadã plena, refletindo diretamente nos baixos índices de desempenho escolar e na perpetuação das desigualdades sociais. (Cite dados)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a desigualdade social configura um importante obstáculo para o acesso à leitura. Em diversas regiões periféricas e rurais do país, jovens não têm acesso a livrarias, bibliotecas públicas ou mesmo à internet, ferramenta hoje essencial para o acesso ao conhecimento e à cultura. De acordo com o Instituto Pró-Livro, mais de 40% da população brasileira não possui o hábito de ler, e entre os principais motivos estão a falta de tempo, recursos financeiros e incentivo cultural. Tal dado revela que a leitura, embora seja um direito garantido pela Constituição Federal, ainda é privilégio de poucos, contribuindo para a manutenção do ciclo de pobreza e exclusão social.
(Boa estratégia coesiva) Outro aspecto relevante é o papel da família e da comunidade na formação do hábito da leitura. Estudos apontam (Cite-os) que crianças e adolescentes que crescem em ambientes onde a leitura é valorizada tendem a desenvolver mais facilmente o gosto pelos livros. Por isso, políticas públicas também devem contemplar ações que envolvam as famílias e a comunidade em geral, por meio de projetos culturais, feiras de livros e eventos literários, promovendo o acesso ao universo literário desde cedo e em ambientes familiares e comunitários.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com governos estaduais, municipais e instituições civis, criar políticas públicas integradas que estimulem a leitura entre os jovens. Isso pode ser feito por meio da ampliação e modernização das bibliotecas escolares, da formação de mediadores de leitura, da criação de clubes de leitura e da oferta de atividades culturais que despertem o interesse pela literatura. Além disso, campanhas de incentivo à leitura nas redes sociais, com o apoio de autores, influenciadores digitais e figuras públicas, podem contribuir para tornar o ato de ler mais atrativo e presente no cotidiano dos jovens. Essas ações devem estar direcionadas principalmente para as regiões mais vulneráveis, onde o acesso ao livro e à cultura ainda é limitado. (Proposta incompleta)
Assim, ao democratizar o acesso à leitura e fomentar o hábito desde a infância, será possível reduzir significativamente os índices de analfabetismo funcional e formar cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para os desafios da sociedade contemporânea. Dessa maneira, a leitura se configura não apenas como um direito, mas como um instrumento essencial para o exercício pleno da cidadania e para a construção de um país mais justo e igualitário.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
160 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
920
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
|
Correção por IA
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 2 |
120
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 3 |
120
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 4 |
200
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 5 |
120
|
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Nota final |
760
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |