Proibição do uso de celular nas salas de aula - uma discussão social
Tema: Proibição do uso de celular nas salas de aula
O avanço da tecnologia tem transformado significativamente a sociedade, incluindo o ambiente educacional. Contudo, o uso do celular em salas de aula tem gerado debates sobre sua influência na aprendizagem e no comportamento dos alunos. A proposta de proibir os dispositivos nesse espaço divide opiniões, uma vez que envolve questões relacionadas à distração, inovação pedagógica e inclusão digital.
De um lado, estudiosos defendem que os celulares, quando usados de forma inadequada, podem prejudicar a concentração e a interação social. Um estudo da Universidade de Stanford indica que a presença de smartphones em atividades de ensino pode reduzir a produtividade acadêmica, desviando o foco para redes sociais ou jogos. Além disso, a proibição é vista por educadores como uma forma de resgatar a disciplina e melhorar a relação professor-aluno, reduzindo conflitos e distrações. (Argumentação expositiva)
(Boa estratégia coesiva) Por outro lado, é inegável que os celulares também podem ser ferramentas educacionais importantes. Recursos digitais, como aplicativos de aprendizado, pesquisas rápidas e dinâmicas interativas, contribuem para uma educação mais moderna e atrativa. Nesse contexto, a proibição total ignora a possibilidade de transformar o celular em um aliado pedagógico, especialmente em escolas públicas que carecem de infraestrutura tecnológica.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, ao invés de proibir o uso de celulares, é necessário investir em políticas públicas que promovam a mediação tecnológica nas salas de aula. Nesse sentido, o Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais, poderia desenvolver programas de capacitação para professores sobre o uso pedagógico de dispositivos móveis, além de criar normas claras para o uso responsável em escolas. Também é fundamental engajar os alunos nesse processo, promovendo debates e conscientização sobre os benefícios e limites da tecnologia na educação. Tal proposta ajuda equilibrar inovação e disciplina, integrando a tecnologia à prática pedagógica de maneira responsável. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 880 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |