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Tema: Desafios para a valorização da herança africana no Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 31/12/2024
Nota tradicional: 800
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A abolição da escravidão no Brasil, com a assinatura da Lei Áurea, foi um marco importante para a população negra, simbolizando o fim da repressão legalizada. No entanto, a extinção da escravidão não significou a verdadeira libertação, uma vez que os negros continuaram a carregar o fardo do preconceito e da marginalização, problemas ainda evidentes na sociedade contemporânea. A herança africana, rica e diversificada, permanece muitas vezes invisível nas escolas e na cultura nacional, o que dificulta sua plena valorização.

Nas instituições de ensino, a abordagem da cultura africana e afro-brasileira é, muitas vezes, limitada. Embora a Lei, que obriga o ensino de História e Cultura afro-brasileira, tenha sido um avanço, na prática, muitas escolas ainda não implementam essa exigência de forma adequada. Em parte, isso ocorre pela falta de capacitação dos educadores e de materiais didáticos que valorizem as raízes africanas de forma crítica e aprofundada. Além disso, o currículo escolar, muitas vezes, ignora ou reduz a contribuição africana à história do Brasil a um simples aspecto de resistência à escravidão, sem considerar sua riqueza cultural, artística, religiosa e política. (Melhore a abordagem dessa discussão)

(Boa estratégia coesiva) Outro desafio é a falta de representatividade nos espaços de poder e na mídia, onde as narrativas sobre a população negra ainda são, em grande medida, estereotipadas ou marginalizadas. Isso impacta a autoestima dos jovens negros, que se veem pouco refletidos nas produções culturais e nos conteúdos escolares. O sistema educacional, ao não valorizar adequadamente a herança africana, contribui para a perpetuação de estigmas que dificultam a construção de uma identidade plural e inclusiva. (Melhore a apresentação dessa discussão)

(Boa estratégia coesiva) Portanto, para que a herança africana seja verdadeiramente valorizada, é essencial que a educação no Brasil se transforme, com a implementação eficaz de políticas públicas que garantam a inclusão e o respeito à cultura afro-brasileira, além de ações que promovam a representatividade nos meios de comunicação e nos espaços de poder. Só assim será possível superar os desafios e celebrar, de fato, a riqueza cultural que a população negra trouxe para o Brasil, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária. (Não apresentou a proposta propriamente dita)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 80 Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos