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Segundo o sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, os povos africanos tiveram papel fulcral para a formação do Brasil hodierno. No entanto, nota-se que a herança africana sofre uma desvalorização no país. Nesse viés, há papel da negligência estatal e da deficiência educacional na perpetuação deste cenário.
Em primeiro plano, o Estado falha em promover a herança cultural dos africanos no Brasil. De acordo com o filósofo inglês John Locke, isso configura em quebra do Contrato Social — uma vez que o Estado falha em cumprir seu papel designado pelo acordo teorizado pelos contratualistas (De que maneira o Estado falha?). Desta maneira, o povo brasileiro se encontra alheio ao papel africano na formação da nação tupiniquim (Melhore a construção dessa discussão). Logo, uma população oblívia às suas origens fica vulnerável a retóricas preconceituosas (Dê exemplos).
Com efeito, como afirma Angela Davis — filosófa e ativista —, numa sociedade racista, não basta não o ser, é necessário ir além: ser antirracista. Por essa lente, infere-se que é essencial a educação como agente de revolução cognitiva. No entanto, a propagação da cultura africana nas escolas do brasis é disfuncional, e não trata o assunto com a sensibilidade demandada pela sua complexidade (Apresente dados que confirmem isso), mas reduz-a ao fator escravocrata. É, pois, fundamental para a democracia nacional a resolução desses empasses.
(Boa estratégia coesiva) Destarte, para sanar tais problemáticas, o governo, por meio de ações afirmativas — como peças teatrais, palestras e exposições —, deve promover a cultura africana no país. Ademais, o Ministério da Educação — órgão responsável pela gestão da grade curricular do ensino básico —, deve formular uma grade mais rigorosa que incorpore toda a complexidade da herança africana. Assim, será estabelecida uma sociedade que luta contra o preconceito racial, como idealizou Angela Davis. (Muito bem. Apresentou a proposta completa)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
160 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
800
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |