A união homoafetiva e a equidade de direitos num estado democrático
Tema: União Homoafetiva
A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de reconhecer a união homoafetiva favoreceu a equidade e ampliou a liberdade individual que, até então, foi negada pela sociedade aos casais homossexuais.
Segundo a advogada Maria Berenice Dias, antiga desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e uma das pioneiras na defesa dos direitos dos homossexuais na Justiça brasileira, um casal homossexual tinha em torno de cento e doze direitos a menos do que um casal heterossexual. Dentre as restrições está o direito à herança, um dos mais reivindicados por homossexuais de parceiros já falecidos que tinham construído um patrimônio em conjunto com estes.
Sendo assim, nota-se que antes do reconhecimento da união homoafetiva um dos fundamentos da Constituição da República Federativa do Brasil, o qual garante a promoção do bem estar de todos sem qualquer tipo de discriminação, era violado.
É importante ressaltar que um dos principais argumentos utilizados contra a união estável de homossexuais é de que esse ato ameaça a família, definida pela constituição como sendo apenas proveniente da união entre um homem e uma mulher. Contudo, a decisão do STF não fere nenhum dos direitos da família, apenas garante os mesmos direitos para todos os casais independente da orientação sexual dos parceiros que os constituem.
Muitos membros de instituições religiosas contrários à união homoafetiva utilizam as escrituras bíblicas para fundamentar seus argumentos, entretanto o Brasil é um Estado laico não devendo, portanto, basear sua legislação em preceitos religiosos, pois, assim arrisca-se a subjugar outras crenças.
A decisão do STF favorável à união civil de pessoas do mesmo sexo é válida como medida inicial para a luta contra todas as maneiras de opressão e discriminação, que devem ser combatidas para a efetivação de um Estado verdadeiramente democrático.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |