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A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – garante a defesa ao respeito e à dignidade inerente a todos os indivíduos. No entanto, essa garantia não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a arquitetura contemporânea pode hostilizar diretamente a população. Nesse sentido, torna-se premente analisar as principais causas dessa problemática: a negligência governamental e a invisibilidade midiática. (Muito bem. Formulou a tese)
Diante desse contexto, é válido postular que a inoperância estatal é um entrave presente no problema. O livro "Cidadão de Papel" , do escritor Gilberto Dimenstein, aborda as divergências entre as leis constitucionais e a contemporaneidade. Assim como na obra, os direitos assegurados na Constituição não são devidamente aplicados, já que os órgãos políticos negligenciam os graves impactos que a arquitetura hostil proporciona – como a falta de uma infraestrutura adequada para práticas de lazer e a marginalização das pessoas em situação de rua, que perdem suas precárias habitações em decorrência dessa falta de prioridade governamental. Desse modo, é necessário melhorar a organização política atual.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, convém ressaltar que a ausência de visibilidade midiática agrava a situação. A filósofa Djamila Ribeiro afirma que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Entretanto, as mídias sociais não retratam a exclusão social gerada a partir da criação de infraestruturas inadequadas, por ser um assunto considerado supérfluo, ou seja, desmerecedor da atenção pública. Infelizmente, esse descaso faz com que a problemática careça da atenção necessária e, consequentemente, políticas que busquem atenuar essa questão não são debatidas. Dessa forma, urge tirar o problema da invisibilidade.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é indispensável intervir sobre esse complexo desafio hodierno. Para isso, o governo federal deve desenvolver políticas públicas que visem diminuir a arquitetura hostil brasileira. Isso pode ocorrer por meio da criação de leis e serviços de fiscalização, objetivando punir os indivíduos que financiam e realizam essa ação. Tal ação pode, ainda, contar com a implementação de palestras em universidades – ministradas, especificamente, por arquitetos e engenheiros – buscando explorar outras formas de arquitetura que não prejudique a população. Paralelamente, é preciso tirar o problema da invisibilidade através de divulgações das consequências da arquitetura hostil via redes sociais, a fim de conscientizar a população. Dessa maneira, os direitos constitucionais serão efetivados. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
920
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |