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No livro "Vidas Secas" somos apresentados a vida de uma família nordestina que vive em constante miséria e sofrimento, sendo invisíveis aos olhos da sociedade, decorrente da sua não respeitada cidadania. Em paralelo com a realidade, percebe-se que essa situação é recorrente, especialmente entre as camadas sociais mais pobres, que muitas vezes não possuem acesso a itens essenciais como certidão de nascimento e carteira de identidade. Essa problemática é fruto dos processos históricos de formação social e da falta de medidas de combate em relação ao tema.
Em primeiro plano, é necessário se entender os processos que levaram a esse desafio. Com o advento da república brasileira, também foi definido pelas legislações vigentes aqueles que poderiam exercer a cidadania ou não, na qual eram excluídos as mulheres, os analfabetos e limitava a participação de pessoas de baixa renda. Percebe-se (Vírgula) então, que a exclusão dessas parcelas sociais implicou em uma desigualdade no que tange a participação cidadã, já que muitas vezes os mesmos foram negados aos documentos e não podiam arcar com os custos dessa ação. Como resultado, intensificou-se o processo de invisibilidade social e negação à cidadania. Dessa forma, é necessário a correção desse passado desigual. (Abordagem tangencial)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a inação do governo é determinante nesse assunto. A Constituição Federal de 1988 define que o Estado é responsável pela proteção e inclusão de todos os cidadãos. No entanto, é notável que essa perspectiva não se faz real na prática, já que a obtenção da cidadania universal ainda não foi alcançada e medidas de acessibilidade para os mais prejudicados não foram implementadas nesse processo. Por consequência, esses habitantes encontram grande dificuldade na participação política e civíca, se tornando invisíveis aos olhos sociais. Portanto, é preciso de uma ação incisiva do Estado nessa discussão.
(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, é notório a importância social desse tema. Assim, o Estado, como entidade política soberana, deve articular órgãos públicos em favor da inclusão no registro civil, a partir da fiscalização, que irá identificar aqueles sem registro, e ampliação de fóruns de registro em comunidades e regiões carentes, ampliando o acesso para aqueles mais excluidos. Outrossim, o mesmo Estado, deve realizar campanhas que explicitem os benefícios obtidos pelo registro, que intensificarão a procura pela obtenção dos mesmos. Dessa maneira, poderemos caminhar para uma sociedade justa e igual para todos.