[Sem título]

Tema: Arquitetura hostil: um debate importante sobre essa forma de exclusão social

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 21/10/2024
Nota tradicional: 520
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No livro "Vidas Secas" somos apresentados a vida de uma família nordestina que vive em constante miséria e sofrimento, sendo invisíveis aos olhos da sociedade, decorrente da sua não respeitada cidadania. Em paralelo com a realidade, percebe-se que essa situação é recorrente, especialmente entre as camadas sociais mais pobres, que muitas vezes não possuem acesso a itens essenciais como certidão de nascimento e carteira de identidade. Essa problemática é fruto dos processos históricos de formação social e da falta de medidas de combate em relação ao tema.

Em primeiro plano, é necessário se entender os processos que levaram a esse desafio. Com o advento da república brasileira, também foi definido pelas legislações vigentes aqueles que poderiam exercer a cidadania ou não, na qual eram excluídos as mulheres, os analfabetos e limitava a participação de pessoas de baixa renda. Percebe-se (Vírgula) então, que a exclusão dessas parcelas sociais implicou em uma desigualdade no que tange a participação cidadã, já que muitas vezes os mesmos foram negados aos documentos e não podiam arcar com os custos dessa ação. Como resultado, intensificou-se o processo de invisibilidade social e negação à cidadania. Dessa forma, é necessário a correção desse passado desigual. (Abordagem tangencial)

(Boa estratégia coesiva) Além disso, a inação do governo é determinante nesse assunto. A Constituição Federal de 1988 define que o Estado é responsável pela proteção e inclusão de todos os cidadãos. No entanto, é notável que essa perspectiva não se faz real na prática, já que a obtenção da cidadania universal ainda não foi alcançada e medidas de acessibilidade para os mais prejudicados não foram implementadas nesse processo. Por consequência, esses habitantes encontram grande dificuldade na participação política e civíca, se tornando invisíveis aos olhos sociais. Portanto, é preciso de uma ação incisiva do Estado nessa discussão. 

(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, é notório a importância social desse tema. Assim, o Estado, como entidade política soberana, deve articular órgãos públicos em favor da inclusão no registro civil, a partir da fiscalização, que irá identificar aqueles sem registro, e ampliação de fóruns de registro em comunidades e regiões carentes, ampliando o acesso para aqueles mais excluidos. Outrossim, o mesmo Estado, deve realizar campanhas que explicitem os benefícios obtidos pelo registro, que intensificarão a procura pela obtenção dos mesmos. Dessa maneira, poderemos caminhar para uma sociedade justa e igual para todos

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 40 Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais.
Competência 3 40 Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 40 Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto.
Nota final 520 A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos