[Sem título]

Tema: Arquitetura hostil: um debate importante sobre essa forma de exclusão social

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 21/10/2024
Nota tradicional: 960
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Aldous Huxley defende que:"Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados". Tal perspectiva é verificada nas estratégias de design urbano que, de forma camuflada, criam barreiras para alguns grupos, como pessoas em situação de rua, reforçando as desigualdades ao limitar o acesso às áreas comuns. Com isso, emerge um problema sério, em virtude do individualismo e da omissão governamental. (Muito bem. Contextualizou o tema e formulou a tese)

Em primeira análise, o pensamento individual é um problema presente no tema. Para Oscar Wilde: "O egoísmo não é viver a nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos". Nesse contexto, é notável que a falta de empatia corrobora para a permanência da realização da arquitetura hostil, uma vez que, para muitos, é vista como uma forma de manter a ordem no estabelecimento e evitar a presença de indivíduos indesejados. Isso demonstra o pensamento egoísta, que prioriza o conforto de uns em detrimento da exclusão de outros. Ademais, o individualismo impede a reflexão sobre o porquê essas pessoas buscam amparo nesses espaços, perpetuando o isolamento social desses grupos vulneráveis.

(Boa estratégia coesiva) Além disso, a omissão governamental é um entrave no que tange à questão. Djamila Ribeiro afirma que: "Para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade". Dessa forma, percebe-se que o governo tem grande responsabilidade sobre o tema, visto que alguns desses projetos são aprovados pelo próprio Estado (Apresente fatos), o qual não se atenta para a questão da segregação social, negligenciando o cuidado com as pessoas expostas a essas alterações, pois a maioria delas não está frequentando esses lugares porque querem, mas sim porque foram abandonadas e necessitam de acolhimento.

(Boa estratégia coesiva) Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o poder público deve investir no debate sobre a arquitetura hostil, por meio da criação de um programa que vise fiscalizar projetos arquitetônicos inadequados e pretensiosos, que possuem como objetivo limitar o acesso às áreas públicas, a fim de democratizar o acesso e tornar as cidades mais inclusivas. Paralelamente, o Estado pode criar parcerias com empresas privadas com o intuito de alocar e empregar essas pessoas em situação de rua, para que reinseridas na sociedade, não seja necessária a permanência nesses locais. (Problema na construção de sentido) Assim, os fatos ficarão em evidência e serão solucionados.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos