18 LINHAS NO MÁXIMO
Tema: Arquitetura hostil: um debate importante sobre essa forma de exclusão social
Em 2020, uma imagem impactou o Brasil: a imagem tratava-se do padre Júlio Lancellotti, portando uma marreta para quebrar pedras colocadas debaixo de um viaduto, na intenção de destruí-las para que o viaduto voltasse a ser um lugar que pudesse abrigar pessoas em situação de rua, ainda que em péssimas condições. Esse é um dos exemplos de arquitetura hostil, um modo de higienizar e afastar pessoas consideradas indesejadas da cidade, deixando inacessível lugares que essas pessoas usariam para ficar e, muitas vezes, dormir. (Ótima contextualização. Formule a tese)
As cidades não são feitas para todo mundo. Quando o assunto é inclusão, é normal se pensar no tema se tratando de pessoas PCDs (Desenvolva a sigla) e, ainda que seja um assunto importante, não é só sobre isso. Há cidades que, apesar de terem rampas de acesso para pessoas cadeirantes, mudaram seus bancos de praça, escadarias de prédios e seus viadutos, como São Paulo, para afastar e manter longe dos pontos de concentração de gente, pessoas que estão em situação de rua. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Porém, num país desigual e no mapa da fome como o Brasil, tai ações só fazem que as vidas dessas pessoas, que vão para as cidades em busca de dinheiro, piorem, e piorem justamente pelas mãos do poder público que deveria acalentá-las. Afinal, ainda que nas ruas e vulneráveis, essas pessoas continuam sendo cidadãs do Estado brasileiro e sua exclusão da esfera social é inadmissível. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é necessário que o Brasil, através do Ministério da Cidadania, em conjunto com os prefeitos e vereadores das cidades, em especial das capitais brasileiras, iniciem um projeto que, em primeiro lugar, ajude as pessoas em situação de rua a se restabelecerem, com investimento alto em abrigos, programas de emprego e moradia social. Mas (Ideia de truncamento) também, claro, revitalizar as cidades e transformar esses lugares bem-vindos para elas novamente, não proibir, e sim apagar a arquitetura hostil das cidades brasileiras e, talvez assim, essas pessoas voltem a se sentir acolhidas. (Proposta incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 760 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |