CONSTRUÇÕES QUE RESTRINGEM
Tema: Arquitetura hostil: um debate importante sobre essa forma de exclusão social
“A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê para todos os cidadãos o direito à moradia acessíveis a cada classe social. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que a arquitetura hostil é uma tendência se tornando uma realidade na sociedade nacional. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela negligência governamental por motivos socioculturais, como também devido à falta de debate dessa forma de exclusão social.” (Reveja a relação entre o direito constitucional e a arquitetura hostil)
“Diante desse cenário, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam a exclusão de grupos sociais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de atuação do Estado pois a arquitetura hostil exclui uma grande parte da população, consequentemente causando dificuldades na acessibilidade e inclusão dessa parte da população (Aprofunde essa discussão. Dê exemplos). Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.”
“Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de debate impulsiona discursões para prevenir e coibir crimes e manter a ordem ou excluir determinados grupos sociais. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como arquitetura hostil seja resolvido, faz-se necessário debater sobre inclusão social. Assim, trazer à pauta essa forma de exclusão social e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.”
“Portanto, torna-se essencial mitigar os obstáculos ligados a arquitetura hostil. Nesse sentido, compete ao Ministério publico, que tem o dever de incentivar o debate dessa forma de exclusão, tanto implementar a inclusão quanto promover a inclusão desses grupos sociais. Essas ações estratégicas, executadas por meio de debates e ações, visam a inclusão, a diminuição de crimes e uma sociedade mais justa. Assim, almeja-se que os debates e leis futuras diminua a exclusão social, tratando a população de igual para igual. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 920 | Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |