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Tema: Arquitetura hostil: um debate importante sobre essa forma de exclusão social
Zygmunt Bauman, em muitos de seus textos, analisa como a repetição de padrões sociais pode levar a estagnação. No Brasil, é visível essa repetição na arquitetura hostil, que exclui grupos reforçando a desigualdade social. Nesse cenário, evidência-se um sério problema, resultado da indiferença social e omissão governamental. (Muito bem. Formulou tese)
Em primeiro lugar, há a passividade social. Na obra "Ensaio sobre a lucidez", José Saramago retrata a indiferença generalizada da população frente aos problemas. Tal postura é verificada na excludente arquitetônica, uma vez que não há uma comoção dos brasileiros sobre a hostilidade causadas por construções defensivas (Essa discussão deve ser mais explorada). Por consequência, reforça o preconceito em grupos marjotariamente fragilizados, levando a uma intensa exclusão.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a omissão governamental é preocupante. Thomas Hobbes, em "Leviatã", argumenta que é papel do Estado prover igualdade aos cidadãos em todos os sentidos. Porém, a máquina pública tem se mostrado negligente quanto a arquitetura hostil, visto que há a falta de políticas públicas visando acabar com o design urbano que remete a desigualdade social (Melhore a construção dessa ideia). Isso acarreta em uma grave marginalização e isolamento de certos grupos levando a consequências mentais por esse parcela da população.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é urgente que se intervenha nesse problema. Para isso, o Estado deve criar uma agenda específica para a arquitetura defensiva, por meio de uma lista de ações públicas a fim de reverter a ineficiência que se encontra e sobre a indiferença da população sobre o tema. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as necessidades de grupos prejudicados pelo design hostil. Dessa forma, em vez das repetições, será possível vislumbrar uma nova realidade. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 0 | Nível 0 - Demonstra desconhecimento da modalidade escrita formal da língua portuguesa. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 680 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |