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Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes do país: a Constituição Cidadã, cujo teor jurídico assegura o direito ao acesso a espaços públicos de qualidade para todos os cidadãos. No entanto, a persistência da arquitetura hostil impede que as populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua, usufruam plenamente desse direito constitucional. Com efeito, para solucionar esse impasse, é necessário combater não só a invisibilidade dessas pessoas, mas também a omissão do Estado. (Muito bem. Contextualizou e formulou a tese)
Diante desse cenário, a arquitetura hostil fragiliza a dignidade humana das pessoas em situação de rua. Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos — promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) — garante que todos os indivíduos façam jus a direitos básicos, como o acesso a ambientes públicos seguros e inclusivos. No Brasil, entretanto, essas populações estão distantes de usufruir dos benefícios previstos pelas Nações Unidas, sobretudo devido à instalação de obstáculos físicos em bancos, calçadas e praças, projetados para afastar e excluir (Cite alguns exemplos). Assim, se essas pessoas continuarem a ser marginalizadas, os direitos proclamados em 1948 permanecerão como privilégios inatingíveis.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a inércia estatal inviabiliza o combate à exclusão social gerada pela arquitetura hostil. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Contudo, a arquitetura hostil evidencia a incapacidade do poder público brasileiro em cumprir o contrato social de Locke, visto que essas práticas urbanas segregacionistas continuam a ser amplamente adotadas, o que representa um grave desafio (Cite exemplos). Desse modo, enquanto a omissão do Estado persistir, o Brasil continuará a conviver com um dos problemas mais graves para essas populações: a exclusão social no ambiente urbano.
(Boa estratégia coesiva) Depreende-se, portanto, que medidas concretas sejam adotadas para enfrentar a arquitetura hostil. Nessa perspectiva, o governo federal, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério das Cidades, deve implementar ações efetivas, como atribuição de instalações urbanas discriminatórias e a promoção de projetos desenvolvidos inclusivos, por meio de regulamentos rigorosos e de fiscalização, para facilitar o acesso de todos aos espaços públicos. Além disso, campanhas educativas e informativas devem ser intensificadas na mídia, movendo-se para informar e sensibilizar a população sobre a importância das cidades inclusivas e dos benefícios a elas associadas. Só assim será possível superar as barreiras impostas pela carência de espaços urbanos democráticos e avançar na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, conforme preconizado pelas Nações Unidas. (Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
960
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
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Correção por IA
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 2 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 3 |
160
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 4 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Competência 5 |
200
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Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos. |
| Nota final |
960
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Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |