Sociedade, que tal aprender a respeitar as diferenças ?
Tema: União Homoafetiva
A história da formação da nossa sociedade foi, desde sempre, marcada por diversas conquistas sociopolíticas como, por exemplo, o direito do voto feminino em 1932, e tantas outras que ajudaram com o progresso da nação.
Este ano o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a união estável entre casais do mesmo sexo, porém essa decisão acarretou em alguns manifestos contra essa deliberação, principalmente por parte dos religiosos, com destaque aos cristãos.
Enfrentar a “religiosidade” do nosso país não é e nem será tarefa fácil, uma vez que questões políticas e religiosas costumam se misturar. Um exemplo disso foi à realização da última Marcha para Jesus, evento de grande prestígio religioso que reuniu cerca de um milhão de pessoas e, guiado pelos discursos dos líderes protestantes lá presentes, deu grande enfoque a este tema tão polêmico posicionando-se, logicamente, contra a decisão atribuída pelo STF.
Na minha opinião, considero o reconhecimento da União Homoafetiva como algo positivo para a sociedade brasileira, pois o preconceito ainda enfrentado pelos homossexuais e o grande tabu existente em torno deste tema no Brasil os impedem de garantir direitos comuns a todos os demais indivíduos, ou seja, um direito como este, de natureza puramente constitucional, se torna inacessível a uma parte dos cidadãos só porque os mesmos querem formalizar uma união, considerada por parte da sociedade, “fora dos padrões e costumes”, ideia esta que ganha vigor com o apelo das forças religiosas. Além do mais, o fato de a união estável entre pessoas do mesmo sexo ser aprovada por lei não obriga ninguém, nem mesmo a religião, a ser a favor do homossexualismo. Apenas lhes garantem um direito de ordem social.
É preciso disseminar o pensamento de que todo e qualquer cidadão tem papel fundamental na construção da sociedade, independentemente de raça, cor, religião, orientação sexual, etc., ou seja, antes de qualquer coisa é indispensável refletir e debater sobre o bem comum, sabendo respeitar as diferenças.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |