Uma Questão de Arrogância

Tema: União Homoafetiva

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 22/07/2011
Nota tradicional: 8
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Imagine-se na seguinte situação: seu filho, que não deixou descendentes e mantinha relações homoafetivas com um parceiro a alguns anos, padece de um mal qualquer e acaba falecendo. A algum tempo atrás, seus bens pertenceriam a você, pois a união homoafetiva não era reconhecida por lei. Isso acarretou muitas batalhas jurídicas no país nos últimos anos, quase sempre com vitória do "viúvo". Foi pensando nisso que o STF passou, recentemente (e finalmente), a reconhecer a união matrimonial entre dois parceiros do mesmo sexo.

Sem surpresa, a decisão causou indignação e revolta por parte de religiosos fanáticos, moralistas ultrapassados e agitadores de multidão em geral. Novamente sem surpresa, questões políticas se fizeram presentes em certos discursos, mas isto não vem ao caso. Surpreendente, mas nem tanto, é que alguns opositores criaram verdadeiros paradoxos ao usar a Bíblia como justificativa para atos de repreenção ao livre arbítrio e ao respeito mútuo. Não é preciso ser teólogo para entender a contradição. Como se já não fosse o cúmulo da arrogância, estão atacando um novo projeto de lei que condena qualquer tipo de discriminação de gênero e opção sexual. O que estes dinossauros da sociedade vão exigir a seguir? A re-dominação sobre os "povos inferiores"? Ou eles pensam que proibir novamente o casamento gay vai diminuir o número de gays? Ao contrário, só aumentaria o número de "enrustidos".

A homossexualidade nem sempre foi considerada uma escória da sociedade. Ela está evidentemente presente na sociedade desde que surgiram as mais primitivas manifestações de pintura e escrita que conhecemos. Eu não sou gay, e não recomendo a ninguém que seja. Só acho discriminação absurda.

Eu acredito que cada geração nasce mais tolerante que a anterior, e que a humanidade caminha para um mundo mais liberal. O reconhecimento da união homoafetiva representa um grande passo neste caminho. É essencial que batalhemos pela igualdade e pela diversidade entre os cidadãos, como está explícito no PL 122. Existem grandes obstáculos a serem combatidos, dogmas religiosos e sociais mas, a longo prazo, o auto-entendimento, o amor e o respeito deverá unir-nos.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos