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A Constituição de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – garante o acesso a um meio ambiente equilibrado. No entanto, tal direito não é verificado na realidade brasileira, uma vez que mudanças climáticas ocorrem e não há debate suficiente sobre elas. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da lacuna educacional e da falta de prioridade governamental. (Muito bem. Formulou a tese)
A princípio, é válido salientar que o sistema de educação brasileiro é um desafio presente no problema. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Porém, a negligência da educação ambiental compromete a formação de cidadãos conscientes sobre as mudanças climáticas, visto que a ausência de uma abordagem consistente nas escolas impede que as futuras gerações compreendam plenamente a gravidade da crise climática (Melhore a construção dessa discussão). Assim, urge reformular o sistema educacional para priorizar a conscientização ambiental.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, convém ressaltar que a ineficiência das políticas públicas é um entrave no que tange ao problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para atuar sobre ela. Nesse contexto, a falta de visibilidade das mudanças climáticas nas agendas governamentais exemplifica a insuficiência governamental, uma vez que as consequências desse problema são tratadas como invisíveis, o que impede que medidas eficazes sejam tomadas. Nesse sentido, tirar a situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas é urgente. (Reestruture e explore mais o argumento)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o governo federal deve implementar políticas públicas voltadas para a educação ambiental, por meio da inclusão obrigatória de conteúdos sobre mudanças climáticas nos currículos escolares, a fim de formar cidadãos conscientes e capacitados para enfrentar os desafios ambientais. Tal ação pode, ainda, contar com parcerias entre o Ministério da Educação e ONGs (Desenvolva a sigla) ambientais para o desenvolvimento de materiais didáticos e programas de capacitação para professores. Em paralelo, é preciso intervir sobre a invisibilidade presente no problema. Dessa forma, será possível garantir que o direito constitucional seja efetivamente assegurado.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
40 |
Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Competência 3 |
40 |
Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
40 |
Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| Nota final |
520
|
A redação apresenta alguns pontos positivos, mas ainda há espaço para melhorias. É importante aprimorar a organização e a clareza das ideias, bem como enriquecer a argumentação com exemplos e referências.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |