O casamento entre pessoas de mesmo sexo
Tema: União Homoafetiva
Em um ato revolucionário e repleto de implicações sociais, o Supremo Tribunal de Justiça reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tal fato desencadeou na sociedade brasileira uma série de manifestações contrárias, respaldadas em argumentos religiosos, sociológicos, antropológicos e biológicos. Pessoas que condenam tal tipo de casamento são a grande maioria da nossa população, o que por si só já deveria servir como freio à tentativa de imposição dessa lei.
Em um país regido pelos preceitos da democracia, é inaceitável a aprovação de uma medida que vai contra a vontade da maior parte dos cidadãos. No senso comum, acredita-se que o casamento entre sexos opostos é a conduta normal do ser humano. Isso não significa que não possa existir uma minoria que fuja dessa normalidade. Assim, o comportamento homossexual tem que ser aceito por todos, o que não significa que tem que ser considerado normal e oficializado por lei. A não ser que a maioria concorde, caminho normal e civilizado de acordo com os valores democráticos que nos orientam.
As pessoas que condenam uniões legais entre homossexuais, longe de serem homofóbicas, apenas baseiam-se em aspectos que sempre regeram a história da humanidade. É crucial que predomine numa espécie relações heterossexuais, visto que o mais importante papel do sexo é a reprodução. Se casamentos “gays” tivessem predominado ao longo do tempo, talvez hoje nem existisse a espécie humana. Além disso, os que utilizam argumentos religiosos para justificar seu posicionamento contrário a tal medida, apenas zelam pela moralidade e pela ordem social.
Tendo em vista os aspectos observados, percebe-se que a Justiça deve ser mais cautelosa ao aprovar medidas que desagradam o povo brasileiro. Os direitos da minoria homossexual não devem ser negados e este não deve sofrer nenhum tipo de discriminação. No entanto, um costume que perdura há milênios dentro da sociedade, não pode ser afrontado por uma liminar do Supremo Tribunal Federal. Medidas radicais por parte do Estado só podem causar reações radicais por parte da população, como se tem observado com as manifestações religiosas. Assim, este assunto deve ser melhor discutido em nosso país e a decisão tomada tem que refletir a vontade da maioria.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |