Excelentíssimos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal
Tema: União Homoafetiva
Criciúma, 13 de julho de 2012.
Excelentíssimos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal
A homossexualidade acompanha a história da humanidade desde o inicio dos tempos, sendo diversamente interpretada e explicada, sem que, no entanto, jamais fosse ignorada. A evolução da sociedade através dos tempos, conduzida pelo avanço das ciências que proporcionam conforto, bem estar e modernidade, não faria sentido sem que o Direito – uma ciência dinâmica e evolutiva, não acompanhasse tal progresso aprovando a união estável homoafetiva.
Na Grécia antiga, o livre exercício da sexualidade era privilégio dos bem nascidos e fazia parte do cotidiano dos deuses, reis e heróis. A mitologia grega retratou famosos casais homossexuais como Zeus e Gamimede, Aquiles e Patroclo. Para a sociedade grega 1 a heterossexualidade era considerada uma necessidade reservada à procriação ao passo que, a homossexualidade era tida como uma necessidade natural, digna de ambientes cultos. O preconceito contra a homossexualidade advém das religiões. Do vínculo religioso-cultural nasceu a censura aos chamados pecados da carne. Nesse sentido que se proliferam o debate jurídico, visando uma melhor adaptação das leis às necessidades atuais, onde aí se inclui a parcela social que luta incansavelmente pelo reconhecimento do homossexual assim como o de todo cidadão.
A homossexualidade é fato que existe, sempre existiu e não pode ser negado, merecendo, portanto a tutela jurídica do estado. A igualdade é almejada por todos; e por que não ter os mesmos direitos se os homossexuais possuem os mesmos deveres que todo cidadão brasileiro! Segundo a Doutora Maria Berenice Dias, desembargadora do estado do Rio Grande do Sul1 a homoafetividade busca realçar que o aspecto relevante dos relacionamentos não é de ordem sexual, a tônica é a afetividade, e o afeto independente do sexo do par. As uniões homoafetivas, antes tida como sociedade de fato, é sociedade de afeto. São pessoas do mesmo sexo que se unem e convivem juntas formando verdadeiras entidades familiares.
Acresce que não assegurar nem conceder direitos à união de pessoas do mesmo sexo infringem o principio da igualdade, o que mostra postura discriminatória ao livre exercício da sexualidade. Ausência de leis não significa inexistência de direitos; o direito não regula sentimentos, mas define as relações com base neles geradas.
Dessa forma parabenizo o supremo tribunal federal pelo brilhante reconhecimento da união estável homoafetiva, afinal estamos dando um passo importante na história do nosso país. A união entre pessoas do mesmo sexo representa um fato social cada vez mais constante em todo o mundo.
Despeço-me atenciosamente
Rodrigo Tocunduva
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |