O bullying nas escolas
Tema: A prática persistente do bullying nas escolas do Brasil
Hannah Arendt afirma que “quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada”. Em virtude disso, tal aspecto é perceptível em relação ao bullying nas escolas, visto que há uma generalização social acerca desse fato. Com isso, um sério problema emerge devido à sensação de superioridade e a lacuna informativa. (Muito bem. Formulou a tese)
Desse modo, em um primeiro plano, é necessário considerar o sentimento de superioridade como principal fator para a problemática. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, “a sociedade é massivamente individualista”. Consoante a isso, o pensamento individualista de achar-se superior acarreta sérias consequências às vítimas que se sentem ameaçadas a esses indivíduos, gerando problemas psicológicos e físicos para com elas. Assim, é preciso suscitar a ação individual para a solução da problemática.
(Boa estratégia coesiva) Em paralelo, a falta de informação é um entrave que tange ao problema. Georg Wilhelm defende que “a informação gera a ação e a desinformação gera a conformação”. Tal perspectiva, (Sem vírgula) aponta para a responsabilidade coletiva de acabar com a lacuna informativa acerca da intimidação sistemática, pois a generalização e a normalização social está gerando contribuições para o aumento dos casos de bullying. Assim, é necessário reconhecer essa causa para que a situação seja resolvida.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é indispensável que medidas sejam tomadas. Para isso, cabe à mídia de massa divulgar as causas e malefícios do bullying por meio das plataformas digitais, a fim de reverter a desinformação social. Isso pode, ainda, conter palestras nas escolas para trazer maior alcance e atingir mais estudantes. Paralelamente, deve-se intervir em relação ao sentimento de superioridade dos indivíduos. Dessa forma, será possível lidar da melhor maneira com essa crise e distanciar ainda mais do aspecto social defendido por Hannah. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 960 | Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista! |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |