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O bullying é um fenômeno complexo e recorrente que afeta profundamente a vida de muitos jovens no ambiente escolar. Definido pela Lei nº 13.185/2015 como qualquer ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, o bullying manifesta-se em diversas formas, desde a intimidação verbal até a agressão física, e possui consequências devastadoras para a saúde mental e o bem-estar das vítimas. Diante desse panorama, é crucial analisar as causas desse problema e propor soluções eficazes que respeitem os direitos humanos.
Primeiramente, a cultura de violência presente nas escolas é um fator que contribui significativamente para a perpetuação do bullying. Estudos como o Diagnóstico Participativo da Violência nas Escolas, realizado pela FLACSO em 2015, indicam que 69,7% dos estudantes brasileiros já presenciaram alguma forma de violência no ambiente escolar. Esse dado alarmante revela um cenário onde a violência é frequentemente normalizada e, muitas vezes, tratada como "coisas da vida". A falta de uma abordagem sistemática e contínua para lidar com o bullying perpetua um ciclo de agressão que impacta diretamente o desenvolvimento psicológico dos jovens.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, o papel das mídias e da família é crucial na compreensão e na mitigação do bullying. A mídia frequentemente destaca casos extremos de violência escolar, como a morte de jovens vítimas de bullying, gerando um sentimento de inconformismo na sociedade. No entanto, poucas análises contextuais são feitas para entender as raízes do problema e a responsabilidade compartilhada entre escola, família e sociedade. A ausência de uma abordagem integrada e preventiva reflete uma falta de compreensão sobre a gravidade e a complexidade do bullying. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Melhore a estratégia coesiva) Para enfrentar esse problema de forma eficaz, é necessário adotar programas de intervenção baseados em evidências, como o Programa Olweus. Este programa, reconhecido internacionalmente, enfatiza a importância de reconhecer o problema por meio de questionários aplicados aos alunos, estabelecendo expectativas claras sobre comportamentos aceitáveis e consequências para violações dessas regras. A presença constante de adultos como exemplos positivos e a supervisão regular dos locais onde o bullying é mais provável de ocorrer são medidas essenciais para criar um ambiente escolar seguro e acolhedor.
(Reveja estratégia coesiva) Por fim, é fundamental que a escola implemente políticas de tolerância zero ao bullying, acompanhadas de ações educativas que promovam o respeito e a empatia entre os alunos. Os educadores devem receber treinamento contínuo para identificar e intervir em situações de bullying, e as famílias devem ser envolvidas no processo de conscientização e prevenção. A criação de espaços de diálogo, como grupos de apoio e sessões de mediação, pode ajudar a resolver conflitos de forma construtiva e fortalecer o senso de comunidade na escola.
(Boa estratégia coesiva) Em conclusão, o bullying nas escolas do Brasil é um problema persistente e complexo que requer uma abordagem multidisciplinar e integrada. A implementação de programas de intervenção eficazes, aliados a políticas de tolerância zero e ao engajamento de toda a comunidade escolar, é essencial para garantir um ambiente seguro e propício ao desenvolvimento saudável dos jovens. Dessa forma, podemos combater o bullying de maneira eficiente, promovendo uma cultura de paz e respeito nas escolas.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
160 |
Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
160 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
800
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |