Roberto de Sousa Cirilo Gomes

Tema: Desafios e oportunidades no empreendedorismo feminino

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/04/2024
Nota tradicional: 880
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Na obra “Eichmann em Jerusalém”, a escritora alemã Hannah Arendt cria o conceito de “banalidade do mal”, o qual pode ser interpretado como a recusa do caráter humano em refletir acerca dos problemas sociais. De maneira análoga, percebe-se que há, no Brasil, um processo contínuo e arraigado em negligenciar direitos fundamentais, visto que os governantes não se preocupam com a valorização do empreendedorismo feminino. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que é motivada não só pela negligência estatal, mas também pela realidade sociocultural.

Diante desse cenário, é crucial destacar a ineficácia do Governo como um dos fatores contribuintes para a problemática. Sob essa perspectiva, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º assegura a igualdade de gênero. Entretanto, a garantia sobredita apresenta-se deturpada, pois a falta de incentivos à participação das mulheres, em negócios próprios, fere o direito constitucional, o que leva a um maior avanço da disparidade de social e a diminuição da representatividade feminina. Sendo assim, é inadmissível que, em pleno século XXI, ainda haja desigualdade de gênero que, além de submeter a sociedade à condições desumanas, priva as pessoas do básico, a exemplo da equiparação do trabalho.

​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Ademais, a realidade sociocultural é outra causa dessa adversidade. Conforme Friedrich Nietzche, a desigualdade de direitos é a primeira condição para que haja direitos. Nesse contexto, os grupos mais vulneráveis socioeconomicamente sofrem por não terem acesso a direitos e remuneração adequada devido a histórica hierarquização patriarcal da sociedade, o que leva a incorporação da discriminação de gênero. Por isso, é inaceitável a permanência da carga burocrática na idealização de negócios femininos, pois traz consequências graves, como a supressão da individualidade, preconceito e o aumento do estereótipo, que podem comprometer a vida das pessoas. (Melhore a apresentação dessa ideia. Pertinente)

​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Infere-se, portanto, a necessidade de combater os empecilhos para valorização do empreendedorismo feminino. Posto isso, para mitigar a problemática, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho, a elaboração de políticas públicas que garantam não apenas o direcionamento de recursos, mas também a valorização do empreendedorismo feminino, a fim de tornar possível o desenvolvimento econômico e social. Desse modo, espera-se construir uma sociedade mais justa e igualitária. (Proposta completa)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 880 Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos