Inclusão Deficientes na Educação-Ma1

Tema: Desafios na inclusão de deficientes visuais na educação

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 20/03/2024
Nota tradicional: 800
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A Constituição de 1988(Carta Magna do país), prevê em seu artigo 6º (Vírgula) o direito à educação a todo cidadão. Conquanto, tal prerrogativa não têm se reverberado no que se diz respeito a inclusão de deficientes visuais na educação, haja vista os desafios vivenciados diariamente por esses indivíduos. Essa realidade se deve, essencialmente, à inoperância estatal e à omissão social. 

Primordialmente, deve-se ressaltar a displicência da máquina pública no que tange a problemática. Nesse viés, a falta de investimento governamental em novas tecnologias no âmbito educacional leva os deficientes visuais a dependerem de métodos antigos (como o braille), o que acaba dificultando e atrasando os estudantes necessitados não apenas na situação acadêmica, mas também muitos outros aspectos sociais e naturais. Essa conjuntura, segundo o filósofo Jhon Locke, se enquadra como uma quebra do "Contrato Social", pois o estado falha em providenciar direitos básicos aos seus cidadãos, como a educação de qualidade.

(Boa estratégia coesiva) Ademais, é valido salientar a omissão social dessa realidade. Nesse âmbito a filósofa Hanna Arendt sustenta, em sua teoria da "Banalidade do Mal", que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, naturalizando situações contundentes. Sob esse viés, é notória a incidência do pensamento de Arendt na situação dos deficientes visuais estudantes que, por nunca terem tido acesso a educação de boa qualidade direcionada a eles, aceitam qualquer ou nenhuma abordagem de ensino específica, o que dificulta seu processo de aprendizagem e a vivência escolar como um todo. Logo, há pouca pressão social para mudança desse paradigma e conforme afirmado por Arendt, há a banalização do mal sofrido por esses cidadãos.

​​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, a mídia - instrumento de ampla abrangência - deve discutir o assunto com profissionais qualificados em programas de televisão de grande audiência, objetivando aumentar o conhecimento sobre o assunto enquanto, paralelamente, informa os espectadores sobre seus direitos. Essa medida deve ocorrer por meio de uma parceria com o Ministério das Comunicações. Assim, se efetivará uma melhor versão da sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 120 Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos