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Segundo a Constituição federal de 1988, todos os cidadãos possuem o direito à educação. No entanto, na contemporaneidade brasileira, tal direito não está sendo assegurado a todos, porquanto os deficientes visuais se encontram excluídos dessa garantia. Desse modo, evidencia-se um grave problema, o qual pode ser solucionado a partir do enfrentamento dos seguintes desafios: a omissão estatal e a falta de debates acerca desse entrave.
Nesse contexto, em primeira análise, a negligência governamental é causa dessa problemática. Para Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar comum. Porém, no que concerne à inclusão de deficientes visuais na educação, essa responsabilidade não está sendo honrada, visto que o Governo Federal não está investindo recursos suficientes para a capacitação de professores para esses deficientes e nem para aquisição de materiais pedagógicos voltados a esse grupo, como livros com textos ampliados. Dessa forma, é imperioso que o Estado aja conforme a função predita por Hobbes.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a falta de discussão entre as pessoas agrava essa questão. Segundo Djamila Ribeiro, é essencial retirar-se um problema do silêncio para resolvê-lo. Contudo, no que tange à exclusão que as pessoas com deficiência visual sofrem no meio educacional, o silêncio prevalece, haja vista que a maioria da sociedade desconhece as dificuldades que esses deficientes enfrentam objetivando obter uma formação, como a supracitada ausência de professores de apoio especializados, o que contribui para que esses sujeitos permaneçam excluídos. Assim, é mister a promoção de debates.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, faz-se urgente uma intervenção. Para tanto, a mídia, instrumento eficiente na divulgação de informações, estimule deve estimular os debates sociais acerca da busca pela inclusão educacional de deficientes visuais, por meio da propagação de notícias e vídeos informativos em veículos como redes sociais, a fim de instruir o cidadãos quanto à questão e instigar iniciativas de enfrentamento. Paralelamente, deve-se atuar sobre a omissão estatal presente nesse problema. Espera-se, por fim, que o direito previsto na constituição federal de 1988 seja plenamente assegurado. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
920
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |