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Segundo a Constituição federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - é assegurado a todos a igualdade, sem distinção de qualquer natureza. Contudo, ao se notar os persistentes desafios na inclusão dos deficientes visuais na educação, é notório que a garantia prevista na CF tem sido desconsiderada. Dessarte, torna-se mister analisar os precípuos perpetuantes da problemática: a explícita invisibilidade da temática e a visível insuficiência de investimento governamental.
A princípio, urge analisar a invisibilidade do tema como mantenedor da agrura. Mediante DJamila Ribeiro - importante filósofa brasileira" é importante ter em mente que para pensar em soluções para uma realidade é necessário tirá-la da invisibilidade ". A premissa explicita que é imprescindível tornar uma situação visível para que ela seja notada, compreendida e então sanada. Porém, ao se deparar com a ínfima quantidade de escolas adaptadas ao sistema Braile e a pouquíssima acessibilidade no âmbito escolar, nota-se que o problema continua quase que invisível, com uma relevância no "papel", mas nada prática. Logo, urge mudança.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, é essencial analisar a insuficiência de investimento governamental como perdurador da conjuntura. Conforme o filósofo grego Aristóteles, a política tem como função preservar a igualdade entre as pessoas de uma sociedade, assim como a ordem e o respeito. A proposição salienta, (Sem vírgula) que é dever do Poder Público preservar a igualdade, nesse caso específico dos deficientes visuais, que certamente não se sentem incluídos na educação. Por conseguinte, é necessário ação para o findar desse panorama de indiferença.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é urgente ação e mudança. Com isso, para mitigar os desafios na inclusão de deficientes visuais na educação, é necessário que o Poder Público, (Sem vírgula) promova a adaptação completa nos locais educacionais públicos, além de trabalhar em conjunto a educação privada, por meio de políticas públicas que garantam efetividade a fim de incluir a pessoa com deficiência visual em totalidade. Só assim, a igualdade assegurada pela Constituição federal de 1988 será atingida na prática e a necessidade de inclusão das pessoas com deficiência na educação deixará de ser invisível. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
880
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
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Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |