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O padrão de beleza sofreu muitas mudanças ao longo dos anos, no Renascimento, no século XIII, as mulheres possuíam a forma mais voluptuosa e esse era o estereótipo de beleza a ser seguido. No século XXI, o culto à uma padronização corporal continua presente e tem posto em risco a saúde de milhares de brasileiros, por doenças como bulimia, anorexia e vigorexia. Isso ocorre pelas falsas idealizações de corpos perfeitos na mídia e pelo desinteresse do Governo em tratar desse assunto.
É inegável que as mídias sociais com suas imagens de belos e perfeitos corpos influencia na obsessão pela beleza. Segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de uma sociedade agir e pensar. Analogamente, percebe-se como o comportamento de blogueiras da moda, atrizes, atores e modelos influenciam a sociedade, pois passam uma imagem de corpo definido e perfeito que constituem o chamado fato social, à medida que aumenta a pressão da aparência ideal e é passada de pessoa para pessoa. Assim, nota-se como a obsessão por um corpo perfeito tem suas raízes na mídia e como isso intensifica o problema. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Outrossim, o desinteresse do Governo em tratar desse assunto funciona como impulsionador do revés. Para Aristóteles, a política deve ser utilizada para que, por meio da justiça, se encontre o equilíbrio. Nesse contexto, a falta de atenção governamental nas questões preventivas dos transtornos causados pela obsessão corporal representa uma brecha que rompe com o equilíbrio aristotélico, uma vez que, (Sem vírgula) de nada adianta tratar sem tentar frear o avanço do problema. Desse modo, percebe-se a necessidade de medidas profiláticas como forma de combate à problemática.
(Boa estratégia coesiva) Entende-se, portanto, que a padronização corporal no Brasil tem causado grande preocupação por colocar a busca pela beleza acima da saúde. Para atenuar o problema, é preciso que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde invistam mais na prevenção de transtornos ligados ao assunto, com palestras gratuitas com nutricionistas e psicólogos que debatam a questão e coloquem a saúde como prioridade, além de aplicar campanhas junto aos canais midiáticos incentivando o amor pelo corpo, seja ele qual for, e o fim de um padrão estético ideal imposto pela sociedade. Dessa forma, será possível acabar com essa ditadura da beleza e minimizar esse fato social. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
840
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |