Tema: A legalização da maconha
Sorocaba, 22 de junho de 2011
Excelentíssima senhora presidente Dilma Rousseff,
Venho fazer um apelo, em nome dos usuários da Cannabis sativa, será que não está na hora de legalizar? Depois de sofrer e enfrentar bravamente a ditadura, acredito que a senhora seja a pessoa mais indicada para levar essa discussão adiante. Como presidente de um país de futuro promissor, sabemos que as drogas ainda causam problemas. Problemas que podem ser reduzidos brutalmente com a legalização da maconha, uma vez que concordamos que um país livre das drogas, é pura utopia.
Devemos redigir a discussão de maneira justa, o que trás mais prejuízo pra sociedade; o efeito da maconha no usuário ou a violência do trafico? Podemos ter a resposta na ponta da língua, se levar em consideração que, estudos comprovam que a maconha não causa câncer ou queima neurônios, podendo ainda ser usada para fins medicinais, diminuindo o sofrimento dos pacientes com dores crônicas, causadas pela quimioterapia, AIDS e outras.
Fernando Gabeira, ex-deputado federal, revolucionário que lutou na ditadura ao seu lado, defende o uso da erva. E ele não está sozinho, muitos políticos, músicos, artistas e professores das principais universidades do Brasil apóiam a tese, que a legalização é a melhor opção.
Apesar de usuária há três anos, não sou viciada e levo uma vida normal. Infelizmente, não posso dizer o mesmo dos meus amigos. Muitos foram presos e se tornaram pessoas terríveis, outros já perderam a vida. Tendo isso como experiência, posso adiantar que tratar um usuário de drogas como bandido, não ajuda, prende-lo só o torna pior. A cadeia é como uma escola, você entra usuário de maconha, e sai viciado em crack e cocaína, ou pior ainda, um assassino. O trafico cresce a cada dia, junto co ele o crime, está na hora de trocar o revolver pela caneta.
Mas tanto eu quanto a senhora, sabemos que o Brasil não se encontra em situação propicia para tal mudança. A saúde publica enfrenta crises intermináveis, nossas leis precisam ser mais rígidas e aplicáveis a todos, sem exceções, a segurança precisa ser mais precisa, mais audaz e menos violenta. Ajustes, que não deveriam ter a necessidade de serem feitos, já que é o mínimo que a população deveria ter. Mas mesmo sem eles, devermos falar abertamente sobre maconha. Pois a senhora, melhor do que ninguém sabe o valor da liberdade, e o poder de mudança que ela tem na sociedade.
De uma cidadã que votou na senhora
T.E
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |