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Tema: A legalização da maconha
Novamente 1 a legalização da maconha está em pauta nos jornais nacionais. Documentários, marchas e debates políticos provocam discussão sobre o assunto nas diferentes esferas sociais. O tema levanta questões sobre a democracia, o caráter cultural e o avanço científico do país, evidenciando, por exemplo, as contradições existentes na legislação brasileira.
As nossas leis são, para o cenário internacional, um exemplo de estruturação legislativa teoricamente eficaz. Mas a verdade é que, na prática, essas mesmas leis não atingem o seu verdadeiro objetivo. Há contrariedade na criminalização da maconha, já que disso decorre o elevado índice de homicídios relacionados ao tráfico de drogas. Em contrapartida, a legalidade do uso e do comércio do álcool e do cigarro, maiores responsáveis por mortes no trânsito e casos de câncer de pulmão, respectivamente. Ou seja, em um mesmo contexto1 identificam-se ambigüidades que põe em dúvida os verdadeiros interesses e prioridades do sistema legislativo brasileiro.
Além da questão democrática1 existe também, nos campos cientifico e medicinal, grande interesse pela legalização da Cannabis sativa. O uso da erva nos hospitais, que serve principalmente para ajudar no tratamento de pessoas com câncer, é um exemplo de avanços nos países em que o uso da droga é permitido. Entre os pesquisadores 1 é quase senso-comum a opinião de que a legalização da planta traria novas perspectivas para o cenário cientifico nacional, através do desenvolvimento de estudos de plantas e ervas medicinais, área em que o Brasil possui grande destaque.
Torna-se, portanto, notória a necessidade de se quebrar o tabu existente por detrás desta planta, que por muitos anos foi deixada de fora dos livros escolares e que por muito tempo foi considerada o símbolo da irracionalidade e da “livre” juventude. Não se trata de mudar a opinião pública ou política, mas sim de nossa própria capacidade de compreender o que é a maconha e quais são as possíveis conseqüências, positivas e negativas, de sua legalização.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |