Maconha; regulamentação sem banalização.

Tema: A legalização da maconha

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/06/2011
Nota tradicional: 5.5
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O Ex-Presidente 1 Fernando Henrique Cardoso 1 completa 80 anos de idade ainda em  boa forma.Capaz de produzir polêmica com o documentário “Quebrando Tabu”, de sua própria autoria 1 cuja temática é a liberalização do uso da maconha.

Esta droga tem sim benefícios se usada de forma correta. Pois o tetrahidrocanabinol (THC), seu princípio ativo, é um potente analgésico de ação central, podendo ser usado com sucesso na terapia do alivio da dor, em pacientes com câncer em fase terminal, por exemplo. Por isso o interesse é válido. Mas para torna-se realidade, como parte do arsenal terapêutico disponível, o uso terapêutico deve ser regulamentado por lei, no Congresso Nacional, e fiscalizado. Como acontece com todo medicamento sujeito a controle especial: prescrito por médico na dosagem e tempo de tratamento adequado, dispensado por farmacêuticos, e tudo supervisionado pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Infelizmente, os argumentos do documentário não são estes. Simplesmente, é a constatação de a maconha ser uma droga social segura, e o fato da “guerra contra ela” já estar perdida pelas autoridades, os motivos favoráveis a liberalização do seu uso. Tudo com apóio em depoimentos gravados de várias celebridades e político internacionais, como ex-presidente de Portugal e o próprio Bill Clinton dos  EUA.

Mas Verdade seja dita: não há segurança plena se existe o risco da dependência química. Por isso há necessidade de regulamentação e fiscalização para delimitar a polêmica. Segundo, se “ a guerra “ realmente estivesse perdida , por equiparação jurídica ,amanhã teremos que liberalizar o uso da “cocaína” e do “crack”,  pelo fato do combate a estes entorpecentes   estarem  em  mesma situação.O quê prova, a maconha ser uma porta aberta á entrada de drogas mais pesadas.

Mas o pior, é que este documentário inspirou uma marcha de minorias. Conforme ficou conhecida a “Passeata da Maconha” em Brasília, nos noticiários, cujo interesse coletivos de seus participantes, com respeito a liberdade de expressão, é   conquistar o direto de  “fumar um baseado” em praça pública, conscientes de que não vão ser penalizados, ou seja, a banalização. A maioria das pessoas que são de bom senso, caso fosse realizado um plebiscito sobre o assunto, optariam pelos benefícios do uso terapêutico da droga e não a banalização.

Um assunto sério como este, jamais deveria ser tratado com demagogia pelo autor do documentário. Pois quando ainda Presidente da República compartilhava da mesma opinião pública com a maioria. Entretanto se deseja realmente, “quebrar tabus”, o momento adequado ficou no passado. Quando ainda era mais jovem, Presidente por dois mandatos teve sua chance, Mas não o fez. Agora, depois de todo este tempo, com oitenta anos de idade, cabelos brancos, por que mudar de idéia? Fazer apologia ao consumo da maconha?

Será a idade que começa atrapalhar seu raciocínio ou a visão de administração pública permanece o estado mínino. Já que neste caso, embora pareça vantagem econômica:  liberalizar do que  combater, pois é mais fácil. A solução ainda é o contraste: Mais presença, recursos, regulamentação, fiscalização e repressão a banalização.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.0
Nota final 5.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos