Levantando o véu da invisibilidade: reconhecendo os desafios do trabalho de cuidado das mulheres no Brasil
Tema: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil
No Brasil, o trabalho de cuidado desempenhado pelas mulheres não é reconhecido, fenômeno que extrapola a esfera doméstica e repercute em questões sociais e econômicas. Neste contexto, os desafios inerentes a esta realidade precisam de ser compreendidos e enfrentados. Nessa perspectiva, o argumento central deste artigo é que a invisibilidade do trabalho de cuidado das mulheres exige uma reflexão profunda e uma ação eficaz, tendo em conta o seu impacto nos diferentes setores da sociedade.
No centro desta questão está o facto de o trabalho de cuidados desempenhado pelas mulheres ser muitas vezes relegado para segundo plano, ignorado e subvalorizado. Defender este argumento significa reconhecer que ao desvalorizar estas actividades, perpetuamos a desigualdade de género e prejudicamos o desenvolvimento socioeconómico do país.
Para fundamentar este argumento, é crucial fornecer evidências reais da invisibilidade do trabalho de cuidado. As estatísticas mostram que, embora as mulheres constituam a maior parte da força de trabalho do setor, ainda enfrentam disparidades salariais e dificuldades na progressão na carreira. Esta constatação levanta a necessidade de questionar as estruturas sociais que relegam as mulheres ao papel de cuidadoras, papel que muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece.
(Boa estratégia coesiva) Porém, ao enfrentar esta situação, é possível vislumbrar oportunidades de transformação. A valorização do trabalho de cuidado não se limita ao reconhecimento simbólico; são necessárias políticas públicas para promover a igualdade de oportunidades e criar condições dignas para as mulheres que desempenham essas funções. Uma abordagem de igualdade de género deve ser integrada em todos os sectores, desde a educação ao mercado de trabalho, como forma de desconstruir estereótipos e promover uma cultura justa.
(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, torna-se evidente que o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado desempenhado pelas mulheres no Brasil é uma urgência social. A proposta de intervenção para superar esse desafio reside na implementação de políticas públicas inclusivas, voltadas para a valorização e reconhecimento efetivo dessas atividades. Ao promover mudanças estruturais e desconstruir estereótipos de gênero, podemos construir uma sociedade mais justa, na qual o trabalho de cuidado realizado pelas mulheres seja não apenas visível, mas também valorizado. Essa transformação não apenas reconfigura a equidade de gênero, mas fortalece o tecido social, contribuindo para um futuro mais justo e igualitário no Brasil. (Não apresentou a proposta de intervenção propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 720 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |