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A CF/1988 diz que homens e mulheres são iguais perante a lei, mas essa igualdade não existe em salários, cargos de chefia e afazeres domésticos. A mulher desempenha dupla jornada, muitas trabalham fora e ainda tem que cuidar do lar e dos filhos. Em tempos hodiernos vemos muitos movimentos feministas por direitos iguais no mercado de trabalho, porém vemos mudanças muito tímidas. (Truncamento) Ocorrendo prejuízo a mulher visto que há poucas oportunidades de trabalho no mercado. (Melhore a contextualização do tema)
É importante salientar que o trabalho doméstico é invisível na maioria dos lares brasileiros, não vemos nenhuma mídia exaltando a carreira da dona do lar, que acorda cedo para por o café na mesa e que vai se deitar depois de todos. O papel de reprodução social da mulher já foi teorizado por Marx, em que a dona de casa reproduz, cuida da casa dos filhos e do marido enquanto ele ganha dinheiro para sustentar o lar, sendo o propulsor do capitalismo, o que enfrenta o mundo enquanto sua esposa apenas fica em casa. Toda essa teoria impulsiona ainda mais o machismo em nosso país. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, a responsabilidade da dupla jornada que envolve, (Sem vírgula) cuidar dos filhos, do lar e do companheiro a impossibilita de lazer, autocuidado, educação, aumentando ainda mais as mazelas da mulher no mercado de trabalho, ocorrendo desigual competição. E ainda trazendo dificuldade em superar as amarras sociais que decaem sobre ela. (Melhore a apresentação da discussão)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, a valorização do trabalho doméstico precisa ser divulgada, discutida e exaltada nas mídias sociais. O Ministério do Trabalho também pode criar uma remuneração junto ao setor privado onde a mulher pode trabalhar em período reduzido, e criar plataforma de educação para que possa fazer cursos e se qualificar na carreira. O Estado pode oferecer benefícios fiscais para as empresas que aderirem ao programa de qualificação e inserção da mulher no mercado de trabalho. (Não apresentou a proposta de intervenção propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
120 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
80 |
Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
680
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |