A urgência de uma cultura de paz

Tema: Aumento da violência nas escolas do Brasil

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 21/11/2023
Nota tradicional: 720
Nota IA: 880
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A violência nas escolas é um grande reflexo da violência na própria sociedade brasileira. Se desde cedo crianças e jovens são expostos a diversos tipos de violência - como a doméstica, os latrocínios (muito comuns em suas comunidades), o racismo e o preconceito, a violência no futebol, a corrupção política entre outros tipos - e deixam de vivenciar uma sociedade igualitária e justa, passam a desacreditar nesses conceitos. Portanto, é óbvio que irão se tornar cidadãos que, no mínimo, aceitarão a violência como um elemento viável e justificável em diversas relações sociais. (Formule a tese)

Dessa forma nos vemos presos dentro de um círculo vicioso de violência, que deve ser interrompido em algum ponto e de alguma forma, para que assim um evento desencadeie outros, para então alcançarmos um ponto de construção de uma racionalidade social voltada para o respeito, harmonia e entendimento entre todos os cidadãos.
Hanna Arendt cunhou o termo "banalização do mal", um conceito que ela derivou a partir de seu trabalho como repórter no julgamento do nazista Eichmann, onde percebeu a naturalidade com a qual um homem comum adota a violência extrema, alertando sobre essa naturalidade em aceitar a violência e a devastação que pode produzir nas sociedades, e que infelizmente está presente na nossa sociedade brasileira. (Melhore a apresentação da discussão)

(Melhore a estratégia coesiva) Para quebrar esse ciclo de aceitação natural da violência, podemos iniciar a ruptura a partir de educação escolar, seguindo as ideias de Theodor Adorno, que diz ser primordial uma atenção especial para a educação primária, pois é o período em que nosso caráter estará começando a ser formado, e a educação tem por objetivo principal a emancipação do ser humano. (Melhore a apresentação da discussão)

(Melhore a estratégia coesiva) No Brasil, a deputada Professora Goreth (PDT-AP) criou um projeto de lei que prevê um enfrentamento racional e pacífico de situações de violência nas escolas a partir do preparo dos profissionais que compõem a sociedade escolar pela pedagogia restaurativa, num modelo que foi utilizado em escolas de seu estado, e que reduziram em 80% os casos de violência escolar. Esse projeto vai ao Senado para ser aprovado como Política Nacional de Promoção de Cultura de Paz nas Escolas (PL 1482/23), e faz frente às ideologias extremistas que a maior parte da população brasileira adota, que é o clamor por um ambiente escolar opressivo porém seguro pela força, o que somente reafirma uma "banalização do mal" em detrimento da razão e respeito. 

(Boa estratégia coesiva) Portanto, para criarmos uma sociedade justa, devemos fazer os jovens acreditarem nesse tipo de sociedade, e para isso devemos cobrar a efetivação dessa lei para que possa ser exercida pelo executivo, além disso, é essencial que todos os setores da sociedade conheça, se identifique e adote essa lei como uma saída mais viável que construir um ambiente escolar onde a violência é usada para combater violência. (Não apresentou a proposta propriamente dita)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 80 Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto.
Nota final 720 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Correção por IA

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 200 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 3 160 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 4 160 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 5 200 Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Nota final 880 Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos