Violência nas escolas: como mudar esta realidade?
Tema: Aumento da violência nas escolas do Brasil
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A célebre obra “Pedagogia do Oprimido”, do filósofo brasileiro Paulo Freire, reflete a fundamentalidade da educação em libertar os indivíduos e transformar sua realidade pelo pensamento crítico. Observa-se, no entanto, que o aumento do emprego de violência nas escolas brasileiras impossibilita o cumprimento desta perspectiva, decorrente da ineficiência da segurança pública bem como o descuidado das instituições de ensino em apurar as originalidades deste fato. Sendo assim, urge analisar criticamente esta problemática. (Formulou a tese)
Em primeiro plano, segundo o pensamento do filósofo, o processo educativo é essencialmente importante para o crescimento intelectual da sociedade, por quanto gera indivíduos com posicionamentos mais críticos e, assim, tornam-se capazes de transformar sua realidade opressora. Em contrapartida, nota-se as condições degradantes das entidades de ensino, as quais vivenciam frequentemente diversos atos de violência em detrimento da precariedade da segurança pública. Tais acontecimentos desvelam condutas hostil cometidos entre alunos e contra profissionais educativos em virtude da vulnerabilidade aderente ao ambiente escolar, resultando em tragédia e sensação de insegurança. Diante desse cenário, atualmente o Brasil registra altos índices de violência escolar, conforme dados do “G1”. Nesse sentido, o livro “Planejamento Estratégico e Administração em Segurança”, de Cristiano C. e Pedro S., aborda a segurança como pauta central revelando a gestão eficiente mediante a elaboração de metas estratégicas. Com efeito, é imprescindível o engajamento dos órgãos públicos em primeiramente mapear e coibir as principais falhas de gestão e, com isso, estabelecer metas com o fito de viabilizar os projetos de segurança nas escolas. Dessa forma, é nítido afirmar que à medida que permanece a fragilidade da administração em segurança nas escolas favorece, consequentemente, o aumento dos índices de violência no ambiente escolar. Por isso, é necessário a atuação das autoridades na contemplação deste caso. (Delimite as discussões)
(Boa estratégia coesiva) Nessa conjuntura, embora o Art. 6⁰ da Constituição de 1988 assegure o acesso à educação como direito social, todavia percebe-se a não concretização desse direito, visto que, (Sem vírgula) comunidades escolares enfrentam constantemente ocorrências de violência em seus ambientes de ensino. Sob esse viés, é válido afirmar que a decorrência do emprego de violência nas escolas atinge negativamente o desenvolvimento educacional e pessoal dos acadêmicos, e o desempenho profissional dos educadores e funcionários. Por outro lado, é mister que as instituições identifiquem os aspectos que originam comportamentos indiferentes de alunos e, por sua vez, fazerem um acompanhamento pertinente à área familiar, emocional e psicológica. À luz disso, segundo o apontamento de especialistas, adolescentes que sofrem e presenciam maus-tratos ou violência doméstica são sujeitos a qualificar as mesmas condutas e praticá-las no ambiente escolar. Igualmente, estudantes que são alvos de bullying ou outro tipo de violência – física, verbal, sexual, psicológica etc. - na escola, possuem maior incidência de apresentar comportamento intolerante e adverso. Por conseguinte, pode-se perceber os fatores que impulsionam os alunos a seguir procedimentos hostil e agressivo no âmbito escolar. Por esse motivo, é preciso a devida atenção das entidades escolares. (Reestruture)
(Boa estratégia coesiva) Em suma, deve-se compreender e lidar com sensibilidade o aumento dos episódios de violência nas escolas brasileiras. Destarte, em prol de coibir este índice, é vital investimentos na segurança pública por parte do Poder Público no sancionamento de políticas direcionadas à promoção de reforço policial nas escolas, na implementação de detectores de metal e instalação de câmaras de segurança nas salas de aulas. Ademais, é indispensável a gestão responsável das instituições em propiciar um ambiente de ensino sadio, ministrar aulas pautando a inclusão dos valores étnicos, a conscientização sobre a violência e respeito ao próximo, e combate ao bullying. Além disso, realizar consultas psicológicas com adolescentes, e fazer campanhas de assistência social promovendo ajuda e acolhimento às vítimas de violência. Assim, ter-se-á a mitigação dos atos de violência nas escolas e a possibilidade de uma transformação social proposta por Freire. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Articula as partes do texto, de forma insuficiente, com muitas inadequações, e apresenta repertório limitado de recursos coesivos.
Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Articula as partes do texto, de forma insuficiente, com muitas inadequações, e apresenta repertório limitado de recursos coesivos.
Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
A redação apresenta boa compreensão do tema e aplicação das áreas de conhecimento, porém, há problemas no domínio da escrita formal em língua portuguesa, com presença de linguagem informal em alguns trechos. Além disso, a argumentação poderia ser mais consistente e a conclusão mais efetiva, com propostas mais detalhadas e alinhadas aos direitos humanos.