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O documentário “Pro dia nascer feliz”, do diretor cinematográfico João Jardim, apresenta a realidade escolar de variados docentes e discentes, além de casos de violência escolar presenciados no início da década de 2000. Nesse contexto, ademais de um rico conteúdo expositivo e aprofundamento nas rotinas escolares da época, é visto a frequência em que a violência se manifestava no âmbito escolar, o que notoriamente se repete no período hodierno. Logo, urge analisar os precípuos perpetuantes da problemática: a cultura violenta presente na sociedade e a ínfima responsabilidade do poder público que permite que isso perdure. (Formulou a tese)
Primeiramente, é essencial elencar a violência presente na sociedade como fixador do estorvo. Segundo Hanna Arendt, importante filosofa alemã, quando o povo –a sociedade - passa a esvaziar seu pensamento crítico e se deixa ser controlado pelo pensamento da massa, torna-se mais suscetível a agir de maneira violenta sem ao menos se atentar a ética ou moral, essa teoria é denominada "Banalidade do mal". A proposição ressalta necessário pensar criticamente fora dos padrões violentos da massa para que não se reflita em ações de barbárie, nesse caso específico dentro das escolas. Entretanto, consoante o instituto "Data Senado" em audiência pública da comissão de educação, somente 10% dos brasileiros pesquisados não temem que seus filhos ou pessoas próximas sofram violência de qualquer tipo no âmbito escolar. Logo é necessário ação para mudança do panorama execrável. (Delimite a discussão)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a pouca responsabilidade do poder público faz perdurar a conjuntura. Conforme o insigne filósofo grego Aristóteles, “a política tem como função preservar o afeto entre os membros de uma sociedade”. A premissa explicita que é incumbência do poder público, (Sem vírgula) manter as relações sociais em harmonia. Contudo, é notório que a premissa do filósofo não tem sido considerada devido aos decorrentes casos que surgem na mídia, sem contar com os possíveis desconhecidos ou silenciados. Com isso, o poder público mostra-se ineficaz ao permitir que a violência continue a avolumar na sociedade, o que em consequência se reflete nos frequentes casos de violência escolar. Dessarte, urge ação para retrocesso da situação.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é necessário ações ordenadas para o retrocesso do óbice. Por isso, para combater o aumento da violência nas escolas brasileiras, urge que o poder público, (Sem vírgula) promova campanhas de conscientização na grande mídia e nas escolas, por meio de políticas públicas que trabalhem o pensamento crítico contra a violência, para formar cidadãos ativos perante a violência escolar que convirjam tais atitudes violentas replicadas na sociedade em práticas positivas. Dessa maneira, a “Banalidade do mal” (Vírgula) uma vez teorizada por Arendt, deixará de estar presente na sociedade brasileira e consequentemente em especial nas escolas – alentadas formadoras de cidadãos. (Proposta completa)