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No filme "42 a história de uma lenda", narra-se o trajeto do primeiro jogador negro a participar do maior campeonato norte-americano de beisebol, sofrendo diversos casos de racismo dentro e fora de campo por parte dos jogadores e torcedores brancos. Nessa perspectiva, o futebol brasileiro se encontra no mesmo dilema, em que jogadores negros são alvos da discriminação abundante nos estádios e na internet, sendo como principal agente o Estado, que por sua parte ignora a disseminação de discursos de ódio na prática do esporte. (Muito bem. Formulou a tese)
Em primeiro plano, a "atitude blasé", um estudo realizado pelo sociólogo George Simmel, descreve um fenômeno social em que um indivíduo banaliza um problema, tornando-se passivo e inerte devido ser comum em seu cotidiano. Logo, é possível relacionar analogamente à prática do racismo no futebol, uma vez que o mesmo foi banalizado a ponto do Estado se tornar passivo diante a da onda de discriminação em campo. (Reestruture e explore a discussão com mais produtividade. Retome a tese)
(Boa estratégia coesiva) Outrossim, a obra "O cidadão de papel", escrita pelo jornalista Gilberto Dimenstein, retrata os direitos sociais que existem apenas no abstrato e ausentes na realidade. Em vista disso, é fato que os jogadores negros podem ser considerados como de papel, em vista que seus direitos não estão sendo providenciados pelo Estado, criando assim um sentimento de invisibilidade diante ao problema. (Reestruture e explore com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Em suma, o governo brasileiro se mostra passivo e inerte ao racismo no futebol, negligenciando os direitos sociais dos jogadores negros. Portanto, é necessário que o Estado torne-se ativo contra a discriminação do esporte com campanhas conscientes da CBF(Confederação Brasileira de Futebol) nas grandes mídias, de forma que o racismo no futebol se torne cada vez mais uma pauta discutida na sociedade. (Não apresentou a proposta propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
80 |
Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
720
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |