Ageísmo sofrido por pessoas idosas no Brasil
Tema: Consequências do etarismo no Brasil
Segundo a teoria populacional criada pelo demógrafo Frak Notestein na primeira metade do século XX, a transição demográfica defende a ideia de que uma população tende a crescer e depois a decrescer até atingir um equilíbrio, sendo assim o Brasil encontra-se na terceira fase dessa transição, na qual o número de nascimentos vem caindo, e com a melhoria na qualidade de vida o crescimento da população idosa (Melhore a relação com o tema). Assim, mostra-se relevante pensar nas consequências do etarismo no Brasil, uma vez que a saúde mental e o cotidiano dessa população configuram as maiores consequências desse preconceito.
De início, é notório destacar a saúde mental dos idosos, isso porque segundo a médica e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Ivete Berkenbrok, o etarismo aumenta a cada ano que a pessoa envelhece, afetando por consequência sua saúde mental, já que ela tende ao isolamento e não frequentar ambientes em que sabe que será rejeitada por ser mais velha, o que pode levar a depressão. (Parágrafo frasal)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, cabe ressaltar o cotidiano da pessoa idosa. Esse contexto também envolve o etarismo, pois locais de lazer e atividades físicas não contam com acessibilidade, como também promover apenas acesso a áreas da saúde é um erro, já que esse pensamento resume o idoso a doenças e não leva em consideração atividades que possam trazer prazer, que são em suma negligenciadas. Prova disso recai em ranking feito pela ONU (Desenvolva a sigla) dos melhores lugares para idosos viverem (Vírgula) sendo a posição do Brasil a quinquagésimo sexto colocado, pois apesar de ir bem no quesito aposentadoria, com mais da metade dos idosos recebendo pensão, mas indo mal na questão do bem-estar, o qual engloba transporte, segurança e acessibilidade.
(Boa estratégia coesiva) Com o objetivo de minimizar as consequências do etarismo no Brasil, é dever da Secretaria de Cultura e Lazer promover atividades como dança, pintura e clubes do livro, como também discussões e debates que englobem não apenas idosos, por meio de filmes e livros, como forma de combater o etarismo no Brasil. Outrossim, cabe ao governo federal, (Sem vírgula) garantir acessibilidade em transportes e segurança, para que idosos se sintam seguros e possam se locomover com tranquilidade.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 760 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |