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A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, determina, em seu artigo 5, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, é notório que essa legislação não está sendo cumprida de maneira eficiente, pois o etarismo, conjunto de estereótipos e preconceitos baseados na idade, é um grande problema no Brasil atual. (Formule a tese)
Em primeira análise, a incompreensão da sociedade é uma adversidade agravante para o combate ao etarismo no país, pois existe uma mentalidade falha diante da perspectiva educacional sobre a importância dos idosos e de sua experiência social e cultural para a contemporaneidade. Segundo dados da OMS (Desenvolva a sigla), cerca de 16,8% dos brasileiros com mais de 50 anos já foram vítimas de discriminação por estarem envelhecendo, ocasionando empecilhos para a saúde mental das pessoas mais velhas e dificultando sua inserção nos ciclos sociais. Dessa maneira, nota-se que a ignorância deve ser combatida para a preservação dos preceitos justos e igualitários.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, destaca-se que a negligência governamental também é um dos impasses colaboradores para o aumento do preconceito etário, como a falta de qualificação dos profissionais nos âmbitos públicos e privados para lidar com a população sexagenária em espaços recém-modernizados, como bancos e restaurantes, implicando o isolamento e a difícil integração dessa parcela da nação na sociedade moderna (Melhore a apresentação dessa discussão). Desse modo, é evidente que o poder estatal deve buscar alternativas para executar seu dever protetivo com competência, como previsto na Constituição federal brasileira.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é perceptível a necessidade de medidas para a garantia do combate efetivo ao etarismo. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras e informes elucidativos sobre a relevância dos idosos para a preservação e o conhecimento de hábitos culturais e sociais antigos, incentivar a reflexão e a valorização desses cidadãos. Ademais, o Ministério do Trabalho deve promover a capacitação de funcionários para auxiliar no atendimento de pessoas mais velhas, visando à melhoria das condições de assistência em áreas de convívio social. Assim, os resultados podem afirmar o bem-estar dos idosos no Brasil. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
920
|
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |