Mulheres na política e seus desafios
Tema: A importância da participação da mulher na política
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Esse preceito assemelha-se à luta cotidiana que as mulheres têm não só no âmbito político, mas em todas as áreas visto que, mesmo representando a maior parte da população, ainda retratam apenas uma pequena parcela na Câmara e no Senado brasileiro. É evidente que essa problemática se dá não só a pela desigualdade de gêneros (Vírgula) como também pelo machismo estrutural da sociedade. (Muito bem. Formulou a tese)
Primeiramente, é explícito o descaso governamental para o combate da desigualdade de gênero e a inclusão de mulheres em cargos de poder. Sob a visão do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos indivíduos exercem a mesma importância, tendo os mesmos direitos e deveres para si, no entanto, isso não ocorre no Brasil (Explore mais essa discussão). Deste modo, a baixa operação das autoridades faz com que as mulheres recebam poucas oportunidades no poder, em consequência, deixando o monopólio para as mesmas pessoas durante décadas.
(Boa estratégia coesiva) Outrossim, o machismo estrutural também pode ser promotor do problema. Segundo o jornal El País, as mulheres ocupam apenas 15% das cadeiras do Congresso Nacional, e as poucas representantes nesse espaço ainda lidam com violência machista verbal e simbólica entre seus pares. Pressupondo dessa narrativa, percebe-se que a conduta da sociedade ainda é arcaica e patriarcal, levando a figura feminina como inferior à masculina, que resulta no silenciamento das vítimas (Melhore a apresentação dessa discussão), e no retardo de um país igualitário.
(Boa estratégia coesiva) Dessa forma, é essencial a atuação estatal e social para que tais empecilhos sejam superados através de campanhas de incentivo às mulheres na política, bem como apoio da população na ascensão de candidatas a cargos públicos. Nesse sentido, o intuito dessas medidas é aumentar a participação feminina ativa na política e, por resultado, na amenização do machismo estrutural enraizado entre a nação. (Não apresentou a proposta de intervenção propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 80 | Nível 2 - Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 720 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |