[Sem título]
Tema: Yanomami: um debate sobre a maior crise humanitária em território indígena
O filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. No entanto, não é possível verificar uma reação interventiva na maior crise humanitária em território indígena, que estão sendo privados de direitos básicos, como o acesso á à segurança, alimentação e saúde. Com isso, emerge um grave problema, em virtude da falta de representatividade e do silenciamento midiático. (Muito bem. Formulou a tese)
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho a lacuna representativa. Para Rupi Kaur, “a representatividade é vital”. Porém, há um hiato na representação dos yanomamis no Brasil, visto que, pela ausência de visibilidade na mídia, eles são desvalorizados, o que perpetua no preconceito e a discriminação no meio. Assim, para criar um ambiente seguro e igualitário para eles, é necessário que a representatividade seja vista como vital.
(Boa estratégia coesiva) Em paralelo, a omissão midiática é um entrave no que tange o problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silêncio instaurado na questão do debate sobre a maior crise humanitária em território yanomami, ocasionando no descaso e falta de empatia com esses povos, visto que muitas pessoas não sabem como ajudar e algumas tendem a ter preconceito nessa situação (Melhore a apresentação dessa discussão). Além disso, pouco se fala sobre o tema nas mídias, como em programas televisivos e redes sociais, contribuindo para o desconhecimento do problema.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, faz-se necessário uma intervenção. Para isso, o Ministério da mulher, família e direitos humanos, responsável pela defesa dos direitos humanos e das minorias, deve criar, em parceria com a mídia, um programa sobre a crise humanitária em território indígena, por meio de entrevistas com povos yanomamis, a fim de reverter o silenciamento que impera, (Justaposição) Tal ação pode, ainda, ser divulgada por influenciadores digitais para que chegue a mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a lacuna representativiva. Espera-se, com essas medidas, fazer jus ao pensamento do ilustre sociólogo Bauman. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 880 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |