A passividade necessita ser transformada em atitudes em prol da vida
Tema: Yanomami: um debate sobre a maior crise humanitária em território indígena
Define-se crise humanitária como uma conjuntura urgente onde um
grupo de pessoas corre risco de vida e faz-se necessário a efetivação de
ações para a preservação da vida. Recentemente, os indígenas
Yanomami yanomamis têm passado por uma crise humanitária em razão da
negligência governamental e falta de fiscalização contra o garimpo ilegal
na região onde vivem, ocasionando na disseminação de malária,
contaminação dos peixes (alimentação) e diversas mortes. Haja vista tal
situação, faz-se necessária a tomada de atitudes em prol desses povos. (Muito bem. Formulou a tese)
A princípio, a omissão do Estado em relação à situação dos
indígenas interviu no alastramento de mortes e doenças. Segundo o Sisai
(Sistema de Informações da Atenção à Saúde Indígena), em 2022, cerca
de um terço das mortes das crianças com até cinco anos, causadas por
pneumonia, eram evitáveis. A desnutrição, impactada pelo desmatamento
— acarretando diminuição de terras férteis — e o garimpo ilegal, afetou
significativamente nas mortes dos Yanomami. Logo, percebe-se a inércia
do governo frente ao problema.
(Boa estratégia coesiva) Outrossim, a fiscalização das terras indígenas e fornecimento de
saúde de qualidade é obrigação do Estado para com seus cidadãos. Desse
modo, é importante salientar que a ausência de políticas públicas que
visem garantir a aplicação dos direitos à segurança, à saúde e à
propriedade, voltadas para os povos indígenas, intervém na preservação
e desenvolvimento dessas comunidades de forma sustentável e digna.
(Boa estratégia coesiva) Destarte, torna-se evidente que medidas sejam tomadas para
solucionar essa problemática. Logo, o Ministério da Saúde,
juntamente ao Ministério do Meio Ambiente, deve criar e efetivar, através
de políticas públicas sustentáveis, o fornecimento de medicamentos e
tratamento adequado, além de intensificar a fiscalização na região, de
modo a garantir a preservação humana e amenização do quadro de
mortes, visando assegurar aos indígenas o direito à vida digna. (Faltou o detalhamento)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 880 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |