INFÂNCIA E TECNOLOGIA: EQUILIBRANDO APROVEITAMENTO E PRECAUÇÃO
Tema: O uso de tecnologia entre as crianças
A tecnologia está se tornando uma realidade que ocupa cada vez mais diferentes dimensões da vida humana. O contato com a tecnologia e o uso comum de suas funcionalidades ganhou níveis etários surpreendentes, uma vez que não é incomum encontrar crianças, por exemplo, sabendo explorar o universo digital com grande perícia e habilidade. No entanto, o uso irrestrito de tecnologias pelas crianças, com pouco ou nenhuma medição de adultos, pode ter impactos psicossociais de longo prazo com efeitos negativos na vida adulta.
Primeiramente, deve-se ponderar a crença otimista ou ingênua no uso de tecnologias pelas crianças. Embora seja praticamente unânime os benefícios e confortos proporcionados por elas (Cite exemplos), o uso desenfreado pode retardar o raciocínio e gerar problemas cognitivos. Isso acontece devido às diversas funcionalidades que podem limitar ou não dá espaço para resolução de problemas ou restringir o foco em atividades instantaneamente prazerosas. Dessa forma, a criança, presa em atividades digitais repetitivas, limita importantes potencialidades úteis em outras atividades fora do mundo digital.
(Boa estratégia coesiva) Ao mesmo tempo, soma-se a isso as benesses do mundo digital que podem prejudicar as relações sociais a curto ou médio prazo. Zygmund Balman Bauman, na sua obra “Modernidade líquida”, aponta a crescente fragilidade da modernidade com relações sociais cada vez mais voláteis acentuadas especialmente pela imersão tecnológica. Dessa forma, no caso das crianças, a imersão digital prematura e irrestrita antecipa essas fragilidades apontadas pelo o autor, expondo-as ao indiferentismo existente nesse universo.
(Boa estratégia coesiva) Destarte, fica visível que o universo tecnológico pode determinar impactos psicossociais negativos nas crianças. Os problemas podem ser superados ou minimizados com a atuação responsável dos pais na vida das crianças, determinando e controlando o acesso da à internet por elas ou incentivando-as a diversificarem suas rotinas com livros, brincadeiras ou leituras, afim a fim de, ainda cedo, torná-las conscientes da importância do uso equilibrado e, porque não, responsável das tecnologias. (Proposta completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 880 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |