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Para Mario Sergio Cortella, educar é papel da família. No entanto, a deturpação desse papel se faz presente na violência doméstica contra as crianças, já que os cuidadores ou responsáveis utilizam de métodos rudimentares e até mesmo letais como forma de educar. Assim, origina-se um problema com causas inegáveis na substituição da educação pela agressão e no silenciamento da mídia sobre os altos índices de violência infantil. (Muito bem. Formulou a tese)
Em primeiro lugar, é necessário salientar a substituição da educação pela violência . Para o filósofo François La Rochefoucauld, não há nada tão contagioso como o exemplo. Pode-se constatar um contraponto à fala do pensador na contemporaneidade, pois há um aumento significativo de casos onde a violência na primeira infância é tão radical que ocasiona a morte, como aponta a pesquisa da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Esse fato se dá porque muitas figuras parentais não têm como base a conversa e o exemplo como instrumentos transformadores no comportamento das crianças. (A discussão precisa ser mais explorada)
(Boa estratégia coesiva) Paralelamente, o silenciamento da mídia sobre os altos índices de violência infantil é um fator corroborativo para o revés. Segundo Djamila Ribeiro, o silêncio é cúmplice da violência. É possível verificar o apontamento feito pela filósofa na questão da violência doméstica contra as crianças, em vista que não se é noticiado nos veículos de comunicação os dados alarmantes no qual evidenciam um forte uso da opressão física na fase infantil, colocando a parte fenômenos como esse na sua grade informativa. (Reestruture e explore a discussão com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público e o Poder Executivo, com o auxílio do tribunal de contas - órgão responsável pelas finanças do país-, direcionem capital a fim de revertê-lo na campanha ‘’Combate a violência na fase infantil’’, com a finalidade de erradicar o quadro de desrespeito à integridade física instaurado na problemática. Tal ação, deve ocorrer com a criação de vídeos que relatam a injusta realidade das crianças que têm como sua principal educadora a violência, tais produções audiovisuais devem ser divulgadas por meio da mídia de massa, para alcance de mais pessoas. Só assim se reverterá o quadro caótico.(Muito bem. Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
840
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |